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Empresário investigado por financiar filme “Dark Horse” fecha acordo de delação com PGR
Publicado 03/09/2026 • 12:15 | Atualizado menos de um minuto
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Publicado 03/09/2026 • 12:15 | Atualizado menos de um minuto
KEY POINTS
A Procuradoria-Geral da República (PGR) fechou um acordo de delação premiada com o empresário Antonio Carlos Freixo Júnior, conhecido como Mineiro, no âmbito da investigação sobre o financiamento de “Dark Horse”, filme sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
O empresário é proprietário da Entre Investimentos e Participações, apontada como uma das empresas envolvidas nas movimentações financeiras relacionadas à produção.
A delação ainda precisa passar pelo Supremo Tribunal Federal (STF). A proposta foi encaminhada ao ministro André Mendonça, relator de um caso relacionado ao Banco Master, para análise de eventual homologação.
A Entre atuava como empresa de participações societárias e assessoria financeira, com atividades voltadas à estruturação de fundos e à intermediação de operações de crédito. O conglomerado Entrepay foi liquidado pelo Banco Central em março de 2026.
A companhia integrava um conglomerado com negócios em diferentes segmentos, incluindo tecnologia e meios de pagamento.
A empresa de Freixo teria sido utilizada em pagamentos relacionados ao financiamento do filme. Segundo o Metrópoles, os valores teriam origem em repasses do banqueiro Daniel Vorcaro e como destino o HavenGate Development Fund, fundo sediado nos Estados Unidos.
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Siga o Times | CNBCO fundo, por sua vez, teria destinado recursos à Go Up Entertainment, produtora responsável por “Dark Horse”. Paulo Calixto, advogado do ex-deputado Eduardo Bolsonaro, é apontado como um dos administradores da estrutura financeira nos Estados Unidos.
A investigação busca esclarecer se houve irregularidades nesse fluxo financeiro e qual teria sido o destino final dos recursos. Uma das linhas de investigação considera a possibilidade de que parte do dinheiro tenha sido direcionada a Eduardo Bolsonaro, que vive nos Estados Unidos desde o início do ano passado. O ex-deputado nega ter recebido os valores.
As parcelas relacionadas à produção do documentário teriam sido negociadas pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), atualmente candidato à Presidência da República, conforme o material que relata o caso.
O acordo de delação de Freixo é o primeiro diretamente vinculado à investigação sobre “Dark Horse”. A apuração também se conecta ao caso envolvendo o Banco Master.
A fase final do acordo depende do STF, que precisará verificar a regularidade jurídica da delação antes que as informações fornecidas pelo empresário avancem formalmente no processo.
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