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Juros e crédito caro derrubam desempenho da indústria brasileira no cenário global
Publicado 02/11/2025 • 09:21 | Atualizado há 11 meses
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Publicado 02/11/2025 • 09:21 | Atualizado há 11 meses
KEY POINTS
Agência Indústria.
Os juros elevados continuam pesando sobre a indústria brasileira, que caiu 21 posições em um ranking global de desempenho industrial. O levantamento, elaborado pelo Instituto de Estudos para o Desenvolvimento Industrial (Iedi) com base em dados da Organização das Nações Unidas (ONU) para o Desenvolvimento Industrial (Unido), mostra que o Brasil passou da 38ª colocação no primeiro trimestre para a 59ª no segundo trimestre de 2025.
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A produção industrial brasileira encolheu 0,6% entre abril e junho, já descontados os efeitos sazonais, enquanto a média global registrou alta de 1,1% no mesmo período, considerando 79 países avaliados. Na comparação anual, o contraste é ainda maior: o crescimento médio mundial foi de 4%, enquanto o Brasil avançou apenas 0,4%.
O desempenho brasileiro também ficou abaixo da média da América Latina e do Caribe, onde a expansão industrial foi de 2,4% no segundo trimestre em relação ao primeiro. Essa diferença consolidou a perda de competitividade do país no cenário internacional.
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Entre os países com melhor desempenho no segundo trimestre, Montenegro liderou com alta de 39,4%, seguido por Angola (28,2%), Taiwan (22,4%), Irlanda (21,4%) e Vietnã (13,3%). O Brasil, com variação de apenas 0,4%, ficou na 59ª colocação, à frente apenas de nações como a Dinamarca, que teve queda de 7,9%.
Quando se considera o primeiro semestre de 2025 frente ao mesmo período de 2024, o Brasil aparece na 50ª posição, com crescimento de 1,4%. A liderança ficou novamente com a Irlanda (27,4%), seguida por Angola (24,4%), Montenegro (18,3%), Taiwan (18,2%) e Mongólia (15%).
A perda de dinamismo industrial está diretamente ligada ao custo elevado do crédito e à dificuldade de acesso a financiamentos. Dados da Confederação Nacional da Indústria (CNI) apontam que o volume de crédito disponível para o setor caiu 60% em 2024 em comparação com 12 anos atrás.
Com juros ainda em patamar alto, as empresas enfrentam obstáculos para investir em modernização e ampliar a produção, o que limita a competitividade da indústria nacional diante de economias que avançam em ritmo mais acelerado.
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