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Mendonça nega pedido da CPI do Crime Organizado por dados da morte de “Sicário”, mão armada de Vorcaro
Publicado 09/04/2026 • 23:21 | Atualizado há 4 semanas
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Publicado 09/04/2026 • 23:21 | Atualizado há 4 semanas
KEY POINTS
Carlos Moura/SCO/STF
O Supremo Tribunal Federal (STF) barrou o acesso da CPI do Crime Organizado a dados sensíveis de investigações em curso. A decisão foi do ministro André Mendonça, na terça-feira (7).
A CPI queria informações sobre dois eixos. As apurações envolvendo o Banco Master. E o caso da morte de Luiz Phillipi Mourão, apelidado por Daniel Vorcaro de “Sicário”.
Mendonça entendeu que o material ainda está em fase ativa de investigação. Há diligências pendentes. Na avaliação do ministro, abrir esses dados agora pode interferir no andamento dos trabalhos.
Ele não descartou uma revisão futura e indicou que o compartilhamento pode ser analisado novamente quando a apuração estiver concluída.
O pedido partiu do senador Alessandro Vieira, relator da CPI, e havia sido aprovado em março. A intenção é examinar se a morte de Mourão revela práticas associadas a organizações criminosas.
A comissão também quer discutir se há um padrão de conduta em que a eliminação de integrantes substitui a colaboração com autoridades. Outro foco é avaliar falhas na custódia de presos.
Mourão foi detido pela Polícia Federal no início de março, em Minas Gerais. Horas depois, atentou contra a própria vida. Chegou a ser socorrido, mas não sobreviveu.
O episódio foi captado por câmeras de segurança. O registro, segundo autoridades, não apresenta pontos cegos.
Apontado como próximo de Daniel Vorcaro, ele atuaria em tarefas estratégicas. Entre elas, coleta de informações e monitoramento de alvos.
Investigadores o vinculam a um grupo voltado à intimidação e à obstrução de Justiça. O núcleo foi identificado em mensagens analisadas pela Polícia Federal.
Há suspeitas de acesso irregular a sistemas de órgãos nacionais e internacionais. As investigações seguem.
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