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Mendonça nega pedido da PF para usar mansão de R$ 12 milhões ligada a Vorcaro como base
Publicado 12/09/2026 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 12/09/2026 • 13:43 | Atualizado há 2 meses
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Reprodução
Área de bar e adega da mansão ligada a Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte. A Polícia Federal pediu autorização para usar o imóvel como base operacional de um grupo de investigação em Minas Gerais.
A Polícia Federal pediu autorização para transformar uma mansão ligada a Daniel Vorcaro, em Belo Horizonte, em base de um grupo de investigação especializado em corrupção e lavagem de dinheiro. O imóvel tem quase 2,7 mil metros quadrados e é avaliado pela Prefeitura da capital mineira em R$ 12,48 milhões. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), negou o pedido.
A solicitação foi feita pela delegada Janaina Palazzo, responsável pela investigação do caso Master. A residência, localizada no bairro Belvedere, tem móveis de alto padrão, áreas de lazer, espaço gourmet com bares, academia, spa e quadras esportivas.
A PF pretendia instalar no local o recém-criado Grupo de Investigação para Repressão à Corrupção e Lavagem de Dinheiro em Minas Gerais. A corporação alegou que a equipe ainda não dispõe de espaço físico adequado.
A antiga sede da Superintendência Regional da PF em Minas Gerais foi demolida para a construção de um novo prédio, com entrega prevista para 2028, e as unidades funcionam provisoriamente em dois imóveis alugados.
Leia também: Entenda como estaria distribuído o patrimônio de R$ 20 bilhões ligado a Daniel Vorcaro
A PF chegou ao imóvel durante diligências para identificar endereços utilizados por Vorcaro e definir os locais de cumprimento de mandados de busca. Na mesma rua, os investigadores localizaram uma segunda propriedade, vizinha à mansão, que estava em reforma.
Funcionários ouvidos durante as buscas disseram aos agentes que os dois imóveis pertenciam a Vorcaro.
Embora avaliada pela prefeitura em R$ 12,48 milhões, a primeira residência permanece registrada em nome do empresário Márcio Barbosa Silva Bissoli, morto em 2018.
O inventariante do espólio informou à PF que a casa havia sido vendida em 2022 por R$ 30 milhões à Super Empreendimentos e Participações, representada na negociação por Fabiano Campos Zettel, cunhado de Vorcaro.
Segundo os investigadores, a transação foi feita por contrato particular, sem escritura pública nem registro da transferência no cartório de imóveis. O documento também previa cláusula de sigilo. A PF classificou a operação como um “contrato de gaveta”.

Ao justificar o uso do imóvel, a corporação afirmou que o grupo trabalha com análise estratégica e produção de inteligência no combate à corrupção e precisa de um ambiente reservado, distante do fluxo de pessoas nas instalações usadas para atendimento ao público.
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Siga o Times | CNBCDurante as buscas na mansão, os policiais registraram os ambientes luxuosos, mas afirmaram não ter encontrado obras de arte, joias, cofres, veículos, aparelhos eletrônicos ou dinheiro em espécie.
A PF pretendia aproveitar a estrutura existente enquanto a nova sede da Superintendência Regional em Minas Gerais não fica pronta.

Mendonça rejeitou o pedido ao considerar que a residência não é adequada ao funcionamento regular de uma unidade policial.
Na decisão, o ministro afirmou que as fotografias do imóvel mostravam “ambientes amplos e sofisticados, voltados ao lazer, ao descanso e ao uso privado, e não ao funcionamento ordinário de unidade policial ou estrutura administrativa de investigação”.
Segundo Mendonça, a transformação da mansão em base da PF exigiria intervenções para instalar estações de trabalho, rede e sistemas de segurança de dados, controle de acesso, arquivos, salas de reunião, climatização, acessibilidade e mobiliário funcional.
Para o ministro, as modificações poderiam gerar despesas elevadas e ainda desvalorizar o imóvel.
A segunda propriedade identificada pela PF, vizinha à mansão e em processo de reforma, também foi apontada por funcionários da obra como pertencente a Vorcaro. O imóvel continua registrado em nome da Cemaf Participações e Administração de Bens.
A empresa informou, porém, que vendeu a propriedade em abril de 2025 por R$ 20 milhões à Viking Participações, administrada por Vorcaro.
A Viking já aparece em outra frente dos documentos do caso Master. Um contrato localizado pela PF previa o pagamento de até R$ 50 milhões pela empresa ao escritório Barci de Moraes, ligado a Viviane Barci de Moraes, mulher do ministro Alexandre de Moraes.
Uma semana depois do contrato, as partes firmaram um acordo que previa a quitação de R$ 40 milhões por meio de participações em duas empresas ligadas a um jatinho Legacy 650 e a um helicóptero Airbus EC 155 B1.
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