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Mercado imobiliário cresce 5,3% no segundo trimestre mesmo com juros altos
Publicado 26/08/2026 • 06:31 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 26/08/2026 • 06:31 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
O mercado imobiliário residencial brasileiro demonstrou forte resiliência no segundo trimestre de 2026. Mesmo sob a pressão de uma taxa básica de juros (Selic) em patamar elevado, o setor registrou um crescimento de 5,3% no volume de vendas em comparação ao mesmo período do ano anterior. No total, foram comercializadas 113.676 unidades entre abril e junho.
Os dados fazem parte dos Indicadores Imobiliários Nacionais, levantamento divulgado conjuntamente pela Câmara Brasileira da Indústria da Construção (CBIC) e pela Brain Inteligência Estratégica.
“Mesmo em um cenário de retração, com juros elevados e toda a instabilidade política e econômica, o mercado imobiliário continua mostrando resiliência. As vendas crescem em torno de 5%, o que mostra que existe uma demanda estrutural muito forte. O déficit habitacional e a necessidade de sair do aluguel continuam movimentando o mercado, mesmo em momentos de maior cautela”, afirmou Dario Ferraço, sócio da Remax/SF.
A combinação entre um ritmo cauteloso de novos lançamentos gerais (107.161 unidades no trimestre) e uma demanda final aquecida gerou um reflexo direto no tempo de escoamento do estoque disponível no país.
O indicador de meses necessários para liquidar a oferta recuou para 9,5 meses, frente aos 9,9 meses registrados no primeiro trimestre e aos 10,2 meses do final de 2025. Esse indicador sinaliza um equilíbrio mais saudável entre a oferta de imóveis prontos ou em construção e o apetite dos compradores.
Por outro lado, o avanço expressivo do MCMV escancara um descompasso estrutural na oferta voltada para a classe média. O enxugamento de produtos adequados a essa faixa de renda ao longo de 2025 e 2026 intensificou a demanda reprimida.
Esse cenário já se reflete no índice de intenção de compra apurado pela pesquisa: 52% das famílias brasileiras declararam a intenção de adquirir um imóvel nos próximos meses, representando o maior patamar da série histórica do levantamento e sinalizando um potencial robusto de negócios assim que as condições de crédito para as faixas de média e alta renda apresentarem novas perspectivas de flexibilização.
“Se essa tendência de consumo continuar, mesmo com juros elevados, teremos cada vez menos boas oportunidades disponíveis. E isso tende a pressionar os preços nos próximos meses. A lógica é simples: quando o estoque aumenta, o preço médio tende a cair; quando o estoque diminui, o preço médio tende a subir”, encerrou Ferraço.
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Siga o Times | CNBCO motor dessa expansão foi o programa Minha Casa, Minha Vida (MCMV). No 2T 2026, as unidades vinculadas ao programa alcançaram a marca histórica de 58% de participação nos lançamentos totais do país, o maior patamar da série estatística iniciada em 2019.
Foram lançadas 62.129 unidades pelo MCMV no trimestre, um avanço de 19,9% em relação ao primeiro trimestre de 2026 e de 21,7% na comparação interanual. No segmento de vendas, o programa também dominou as transações, registrando 58.392 unidades comercializadas.
“Tanto em vendas quanto em lançamentos, quando analisamos o recorte por unidades, o mercado imobiliário brasileiro atingiu o seu recorde histórico desde 2016. Isso aconteceu muito por conta do impulsionamento do Minha Casa, Minha Vida”, explicou Fábio Tadeu Araújo, CEO da Brain Inteligência Estratégica.
O relatório destaca que em um ano marcado pela retração de lançamentos de produtos de maior ticket, as unidades vinculadas ao programa invertem a trajetória.
A forte concentração da oferta em habitações de interesse social provocou um efeito colateral direto nos montantes financeiros movimentados pelo setor. Como o ticket médio das unidades do MCMV é inferior ao dos demais padrões de mercado, os indicadores financeiros recuaram:
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