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Chefe do Instagram nega em julgamento sobre vício em redes sociais que oriente equipe a esconder informações

Publicado 25/08/2026 • 20:23 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • O chefe do Instagram, Adam Mosseri, afirmou durante um julgamento federal sobre vício em redes sociais que não orienta funcionários a esconder dele informações que possam representar potenciais riscos jurídicos.
  • “Não estou tentando incentivar minha equipe a esconder nada”, disse Mosseri em seu primeiro dia de depoimento no tribunal federal de Oakland.
  • O julgamento discute se a Meta minimizou publicamente os danos à saúde mental de crianças supostamente causados por aplicativos como Facebook e Instagram.

Jason Henry | Bloomberg | Getty Images

O chefe do Instagram, Adam Mosseri, testemunhou nesta terça-feira (25), durante um julgamento sobre vício em redes sociais, que não orienta funcionários a esconder dele informações que possam representar potenciais riscos jurídicos.

Não estou tentando incentivar minha equipe a esconder nada”, afirmou Mosseri em seu primeiro dia de depoimento no tribunal federal de Oakland, na Califórnia. Ele respondia a questionamentos do advogado Jason Slothouber, do gabinete do procurador-geral do Colorado.

Slothouber perguntou a Mosseri se ele tinha conhecimento de que advogados da Meta poderiam ter pedido a funcionários da empresa que não compartilhassem informações relacionadas a pesquisas sobre a segurança de crianças menores de 13 anos e preocupações com a saúde mental de adolescentes.

Mosseri afirmou que “não ficaria surpreso” se os advogados da Meta revisassem pesquisas relacionadas à segurança de crianças por razões jurídicas e políticas complexas. Disse, no entanto, que ficaria surpreso se o objetivo fosse se proteger de eventuais processos judiciais e induzir o público ao erro.

As alegações iniciais começaram na semana passada no processo histórico contra a Meta, conduzido em conjunto pelo procurador-geral da Califórnia, Rob Bonta, e pelos procuradores-gerais de Colorado, Nova Jersey e Kentucky. Eles representam um grupo bipartidário de 29 procuradores-gerais em uma ação conjunta.

A coalizão de procuradores-gerais alega que a Meta violou a Lei de Proteção à Privacidade Online das Crianças (COPPA, na sigla em inglês) e normas de proteção ao consumidor e busca penalidades que podem chegar a US$ 200 bilhões (cerca de R$ 1,02 trilhão).

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Entre as principais acusações está a alegação de que executivos da Meta, como Mosseri e o CEO Mark Zuckerberg, teriam apresentado de forma enganosa ao público determinados recursos de segurança para crianças e pesquisas internas relacionadas ao tema. A Meta nega as acusações.

Durante seu depoimento, iniciado no fim do dia, Mosseri reconheceu que a empresa reduziu o número de funcionários com acesso a determinadas pesquisas internas após a ex-funcionária e denunciante Frances Haugen vazar, em 2021, documentos corporativos relacionados a crianças e à saúde mental de adolescentes.

Mosseri afirmou que a Meta fez as mudanças porque “não queremos que nada seja tirado de contexto”, de forma semelhante ao que, segundo executivos da empresa, ocorreu com os documentos vazados e publicados pelo Wall Street Journal como parte da série The Facebook Files.

Mosseri disse que os advogados dos autores da ação estão errados ao sugerir que a Meta também reduziu o número de pesquisadores que estudavam os danos à saúde mental de jovens após os vazamentos de Haugen.

Discordo dessa caracterização”, disse Mosseri. “Não acho que a equipe fosse menor; ela apenas foi centralizada.

O depoimento de Mosseri terá continuidade nesta quarta-feira (26).

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