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“Nunca acreditei”: presidente da CVM rechaça crise de credibilidade após episódios bilionários com Americanas, Master e Reag
Publicado 02/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 02/09/2026 • 20:00 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Divulgação: CVM
Em participação no 9º Encontro Nacional da ANFIDC, realizado em São Paulo, o presidente da Comissão de Valores Mobiliários (CVM), Otto Lobo, rechaçou categoricamente que a autarquia enfrente uma crise de credibilidade. O executivo defende que o órgão regulador atue estritamente dentro de seu mandato legal e atribui os abalos de imagem a limitações históricas de pessoal e a falhas em estruturas fora de seu escopo direto de fiscalização.
“Nunca houve esse problema de credibilidade. Todas as vezes que as crises surgiram, a CVM respondeu. Eu nunca aceitei isso. Tudo o que foi discutido foi mais do que esclarecido”, afirmou Lobo.
O debate sobre a atuação da CVM ganhou força após episódios bilionários abalarem a confiança do mercado de capitais:
Caso Americanas: Rombo contábil estimado em R$ 20 bilhões revelado em 2023, levantando questionamentos sobre a eficácia da supervisão preventiva em companhias abertas.
Caso Master e gestora Reag: Apuração de supostas fraudes em carteiras de crédito que podem chegar a R$ 12 bilhões no Master e discrepâncias atípicas na Reag, cujos fundos registraram saltos e remarcações patrimoniais de até R$ 160 bilhões.
Apesar do presidente não assumir a crise de credibilidade, a CVM está investindo em três pilares operacionais:
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Siga o Times | CNBCPente-fino e julgamentos: Varredura em mais de 200 processos internos, julgamento definitivo do caso Banco Master agendado e rejeição de acordos de pagamento sem admissão de culpa.
Integração com o Banco Central: Unificação da base de dados de crédito com o BC para rastrear “zonas cinzentas” e cruzar informações de recebíveis de forma preditiva.
Autonomia orçamentária: Retenção garantida pelo STF de ao menos 70% das taxas de fiscalização da CVM para financiar novos concursos públicos e expandir o braço sancionador.
A consolidação do plano de virada da CVM apoia-se em um modelo inédito de supervisão contínua. A autarquia passará a operar com inteligência artificial fiscalizando 100% das companhias e ativos 24 horas por dia, 7 dias por semana, encerrando a dependência de amostragem.
O movimento mais decisivo virá com a migração para a arquitetura DLT (registro distribuído) e tokenização. Com dados transmitidos em tempo real sem a necessidade de requisições, o regulador fará o mapeamento completo de fundos (look-through), monitorará carteiras digitais (wallets) e quadruplicará a capacidade de identificar insider trading e manipulação de mercado antes que os danos se alastrem.
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