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Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo nem lista de passageiros entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro

Publicado 27/10/2026 • 13:32 | Atualizado menos de um minuto

KEY POINTS

  • Avião da Baires Fly cancelou decolagem rumo aos EUA em Puerto Iguazú sem apresentar plano de voo nem lista de passageiros
  • Migraciones diz não haver registro de entrada de Flávio na Argentina, e Marinho nega que o senador tenha saído do Brasil
  • Justiça havia barrado a saída de Flávio do país um dia antes, em ordem ligada a investigação sobre lavagem de dinheiro
Flávio Bolsonaro avião

Imagem: Reprodução

Avião retido em Puerto Iguazú sem plano de voo entra na apuração da PF sobre Flávio Bolsonaro. Migraciones nega o ingresso dele.

Um avião privado da Baires Fly amanheceu nesta terça-feira (27) no aeroporto de Puerto Iguazú, na Argentina, sob vigilância policial, e a Polícia Federal passou a apurar se o senador Flávio Bolsonaro (PL) teria entrado no país vizinho para seguir de avião aos Estados Unidos.

Os detalhes vêm do portal argentino TN, que confirmou os horários e a situação da tripulação. Até agora, nenhuma autoridade citada pelo portal confirma que o senador esteve na Argentina.

Leia também: Léo Índio, primo dos filhos de Bolsonaro, posta uma foto de Flávio e diz que ‘Brasil não é um país seguro’

Avião chega de Buenos Aires e fica sob vigilância

A aeronave pertence à Baires Fly e chegou de Buenos Aires durante a madrugada. A tripulação é formada por dois comandantes e uma comissária de bordo.

Enquanto isso, agentes da Polícia de Segurança Aeroportuária (PSA) permanecem na área.

Decolagem para os EUA é cancelada sem plano de voo

Segundo o TN, a empresa pediu à Aduana e à Migraciones, às 0h30, autorização para partir rumo aos Estados Unidos. Em seguida, a tripulação desistiu da saída e não chegou a apresentar plano de voo nem registro de passageiros.

Ao mesmo tempo, o Flightradar, site de monitoramento de voos, teve as informações dessa viagem bloqueadas. O relato do TN não informa quem contratou o voo.

Migraciones diz que documentos estão em ordem

A Direção Nacional de Migrações da Argentina, conhecida como Migraciones, informou que não há registro de entrada de Flávio no país. O órgão verificou que a documentação do avião está regular e que nenhum plano de voo incluía a família Bolsonaro.

A nota veio depois de a presença da aeronave em Iguazú repercutir na imprensa argentina.

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Campanha de Flávio nega saída do país

Ao Metrópoles, o coordenador-geral da campanha, senador Rogério Marinho (PL-RN), negou que o parlamentar tenha deixado o Brasil. “Isso não aconteceu”, afirmou.

Do lado brasileiro, a Polícia Federal verifica nos pontos de fronteira se houve travessia.

Decisão de Moraes antecede episódio do avião

Um dia antes, na segunda-feira (26), a Justiça brasileira havia proibido Flávio de sair do país. Segundo o senador, a Polícia Federal lhe entregou a ordem ao sair da casa do pai, Jair Bolsonaro, que cumpre prisão domiciliar em Brasília após condenação a 27 anos por golpe de Estado.

Flávio atribui a decisão ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), relator do julgamento de Jair e responsável por duas investigações em que o senador é citado. “Vou entregar meu passaporte e me defender dessa aberração, que é uma clara tentativa de me intimidar. Mas ninguém vai me calar”, declarou.

De acordo com ele, Moraes se baseou em um comentário de Eduardo Bolsonaro, feito na sexta-feira (23), sugerindo que o irmão deixasse o país em caso de derrota. “Eu nunca disse isso”, afirmou Flávio.

Além disso, o senador questiona o fato de a decisão ter sido tomada no domingo (25), à noite, logo após o anúncio do resultado do segundo turno, em que perdeu para Lula.

Ordem judicial liga-se a investigação sobre lavagem de dinheiro

O documento está vinculado a uma apuração por suspeita de lavagem de dinheiro envolvendo Willer Tomaz, advogado e amigo próximo do senador. Além da entrega dos passaportes, a ordem proíbe Flávio de manter contato direto ou indireto com o advogado.

Na semana passada, Moraes determinou o bloqueio preventivo de R$ 6 bilhões de Tomaz e levantou os sigilos bancário e fiscal dele.

Por fim, o STF abriu outra investigação com citação a Flávio, sobre o suposto financiamento ilegal do filme biográfico de Jair Bolsonaro, “Dark Horse”.

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