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Obras de Matisse e Portinari são roubadas da Biblioteca Mário de Andrade; veja quais são
Publicado 07/12/2025 • 16:55 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 07/12/2025 • 16:55 | Atualizado há 3 meses
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Prefeitura de São Paulo
Criminosos armados invadem Biblioteca Mário de Andrade, a 2ª maior do Brasil, e roubam obras de arte
Criminosos armados invadiram a Biblioteca Mário de Andrade (Rua da Consolação, 94), no centro de São Paulo, neste domingo (7). Segundo a Polícia Militar, eles renderam os seguranças, roubaram obras de arte e fugiram. Ainda de acordo com a PM, ninguém ficou ferido. A Prefeitura de São Paulo informou que 13 obras de arte foram roubadas neste domingo, da exposição “Do livro ao museu: MAM São Paulo e a Biblioteca Mário de Andrade”, realizada em parceria com o Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). O local passa ainda por perícia da Polícia Civil.
Dentre elas, estão oito gravuras de Henri Matisse e cinco gravuras de Candido Portinari, da obra “Menino de Engenho”.
Equipes da PM que estavam nas proximidades prestaram auxílio aos funcionários e iniciaram patrulhamento na região. Até as 13h, entretanto, nenhum dos suspeitos tinha sido localizado.

A gestão municipal ainda afirma que as obras expostas contam com apólice de seguro vigente, e que o local dispõe de equipe de vigilância e sistema de câmeras de segurança. “Todo o material que possa servir à investigação está sendo fornecido para as autoridades policiais.”
Segundo a Polícia Militar (PM), dois homens armados entraram no local por volta das 10h, renderam os seguranças, levaram as obras e fugiram. Ainda de acordo com a PM, ninguém ficou ferido. A polícia faz buscas na região para localizar os suspeitos.
Em nota enviada ao jornalO GLOBO, a Secretaria de Cultura e Economia Criativa informou que as obras expostas contam com apólice de seguro vigente, e que o local dispõe de equipe de vigilância e sistema de câmeras de segurança. Todo o material que possa servir à investigação está sendo fornecido para as autoridades policiais.
As gravuras de Candido Portinari que foram roubadas ilustram a edição especial de Menino de Engenho, de José Lins do Rego, foram alvo de roubo na Biblioteca Mário de Andrade, em São Paulo. A obra é parte de uma série rara lançada em 1959 pela Sociedade dos Cem Bibliófilos do Brasil, fundada em 1943 por Raymundo Ottoni de Castro Maya, inspirada na Société des Cents Bibliophiles da França.
O roubo levou 5 das 30 gravuras de Candido Portinari. Ainda não foram reveladas quais delas foram levadas pelos ladrões.
Ao longo dos anos, a sociedade publicou 23 edições de clássicos da literatura brasileira com ilustrações de artistas renomados. Entre os autores estavam Machado de Assis, Jorge Amado e Mário de Andrade, enquanto os ilustradores incluíam Di Cavalcanti, Djanira, Poty, Isabel Pons e Portinari. As tiragens eram limitadas aos sócios, com cada exemplar identificado pelo número de inscrição do proprietário.
De acordo com o Grupo Globo História, as gravuras da edição de Menino de Engenho foram impressas sob supervisão de Poty Lazzarotto, Castro Maya e Cypriano Amoroso Costa. O livro conta a história de Carlinhos, menino que, após o assassinato da mãe pelo pai, precisa morar no engenho do avô às margens do Rio Paraíba.
Portinari já havia ilustrado obras de Lins do Rego anteriormente. Em 1953, a revista Cruzeiro publicou trechos de Cangaceiros com desenhos do artista.
As gravuras roubadas faziam parte da exposição Do Livro ao Museu: MAM São Paulo na Biblioteca Mário de Andrade, aberta em 4 de outubro e prevista para encerrar neste domingo. Conforme o Projeto Portinari, a edição especial continha 30 gravuras distribuídas pelas 203 páginas do livro.
Já as obras roubadas do artista Henri Matisse são:
Inaugurada em 1926 como Biblioteca Municipal de São Paulo, a Mário de Andrade é a segunda maior do Brasil, atrás apenas da Biblioteca Nacional. Em 1960, recebeu o nome em homenagem ao famoso escritor que criou em 1935 o Departamento Municipal de Cultura de São Paulo.
O prédio na Rua da Consolação foi construído e inaugurado pelo Prefeito Prestes Maia e é considerado um marco do estilo Art Déco na capital paulista. O edifício foi tombado em 1992 pelo município. Em 2007, a Mario de Andrade passou por uma grande reforma. Foi reaberta ao público em janeiro de 2011. A biblioteca tem um acervo de 327 mil livros, dos quais 51 mil são considerados raros.
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