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Operação da Receita Federal desmantela fraude que movimentou R$ 50 bilhões em bets ilegais
Publicado 18/06/2026 • 12:46 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 18/06/2026 • 12:46 | Atualizado há 2 horas
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Agência Brasil
A Receita Federal deflagrou, na manhã desta quinta-feira (18), a Operação Conto da Sorte, com o objetivo de desmantelar um grupo de 37 empresas que atuavam no ramo de apostas eletrônicas (bets) ilegais no país. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou que o esquema movimentou R$ 50 bilhões.
A investigação apurou que o grupo operava sob autorizações concedidas indevidamente por administrações municipais. Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão nos estados de Pernambuco, Ceará e São Paulo, expedidos pela 2ª Vara da Comarca de Currais Novos (RN). A operação foca na apreensão de bens que somam até R$ 145 milhões.
As apurações tiveram início após a Prefeitura de Bodó, município do Rio Grande do Norte, criar a autarquia LOTSERIDÓ, que passou a credenciar, de forma irregular, empresas de apostas de quota fixa. A autarquia foi encerrada em outubro de 2025, mas as empresas continuaram atuando sem a autorização da Secretaria de Prêmios e Apostas (SPA).
Em entrevista coletiva, Durigan afirmou que a prática foi denunciada pela SPA e levada ao Supremo Tribunal Federal (STF), que confirmou que os municípios não possuem competência legal para autorizar jogos e apostas no Brasil.
O grupo investigado constituiu dezenas de empresas de exploração de jogos de azar, apostas e instituições de pagamento. Essas firmas eram repassadas formalmente a “laranjas”, enquanto o controle gerencial e financeiro permanecia com os verdadeiros chefes do esquema.
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Identificou-se, inclusive, que alguns dos sócios ostensivos eram beneficiários de auxílio emergencial, enquanto outras empresas foram registradas em nome de parentes dos investigados. Parte das empresas sequer possui existência física, sendo utilizadas apenas para a movimentação financeira em contas bancárias.
Segundo as investigações, há movimentação financeira incompatível com os rendimentos declarados, além de indícios de sonegação fiscal e de lavagem de dinheiro por meio da aquisição de imóveis. Também foi constatada a ausência de repasse sobre a receita líquida das apostas, conforme previsto na Lei nº 14.790/2023 (que atualizou a Lei nº 13.756/2018), que regulamenta a atividade das bets.
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