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Tarifaço reforça busca de brasileiros por diversificação internacional, diz diretor de marketing da Webull Latam Fábio Trevisan
Publicado 03/08/2026 • 22:59 | Atualizado há 5 dias
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Publicado 03/08/2026 • 22:59 | Atualizado há 5 dias
KEY POINTS
O novo tarifaço dos Estados Unidos reforça a importância da diversificação internacional na carteira dos investidores brasileiros. É o que afirma Fábio Trevisan, diretor de marketing da Webull Latam.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Trevisan afirmou que a entrada em vigor das novas tarifas teve, até o momento, um impacto pontual sobre o câmbio. Ele destacou que, apesar da alta inicial, o dólar encerrou julho em queda.
Na avaliação do executivo, há duas hipóteses principais para esse movimento: a possibilidade do mercado já ter antecipado e precificado as medidas nos meses anteriores e a exclusão de produtos brasileiros relevantes da nova rodada de tarifas.
“De qualquer maneira, medidas como essa reforçam a importância de você proteger uma parte do seu patrimônio com a diversificação internacional e não ter o seu patrimônio 100% alocado regionalmente no Brasil e com a moeda em real”, afirmou.
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Trevisan disse que a procura de brasileiros por investimentos no exterior já vinha crescendo nos últimos dois ou três anos e tende a ganhar força em períodos de maior incerteza.
Segundo ele, esse movimento não envolve apenas diversificação cambial ou geográfica. Os investidores também passaram a buscar exposição a setores com menor presença no mercado brasileiro.
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Siga o Times | CNBC“Nos Estados Unidos, você consegue investir em setores que você nem encontra no Brasil”, disse.
Entre os segmentos mais procurados, Trevisan citou empresas de tecnologia ligadas à inteligência artificial, grandes companhias do setor e empresas relacionadas à infraestrutura de nuvem voltada ao desenvolvimento de IA.
“A gente vem observando esse movimento do investidor de não só diversificar na moeda e regionalmente, mas também diversificando por esses setores. Hoje, os mais buscados têm sido esses ligados às empresas de tecnologia”, afirmou.
O executivo também disse que a estratégia deixou de ser restrita a grandes patrimônios. Segundo Trevisan, a redução dos valores mínimos exigidos para acessar ativos internacionais ampliou esse mercado para investidores com diferentes níveis de capital.
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Ele citou ainda um estudo da FGV segundo o qual brasileiros deveriam manter ao menos 16% do patrimônio diversificado em outra moeda.
“Independentemente se você tem R$ 1 mil, R$ 10 mil, R$ 100 mil ou R$ 1 milhão para investir, qualquer pessoa hoje consegue diversificar e ter uma parte do seu patrimônio investido nos Estados Unidos”, afirmou.
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