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Como funcionava o ‘cronograma estratégico’ que a polícia encontrou no caso Deolane?
Publicado 02/06/2026 • 10:39 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 02/06/2026 • 10:39 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
Foto: Instagram
Como funcionava o “cronograma estratégico” que a polícia encontrou no caso Deolane?
O documento chamado de “cronograma estratégico e estruturação corporativa”, encontrado pela Polícia Civil na residência da influenciadora e advogada Deolane Bezerra, se tornou uma das principais peças da investigação que apura um suposto esquema de lavagem de dinheiro ligado ao Primeiro Comando da Capital (PCC).
Segundo os investigadores, o material apresenta um passo a passo de como o grupo investigado teria organizado empresas e movimentações para ocultar recursos e dificultar o rastreamento patrimonial. O documento detalharia etapas, prazos e companhias envolvidas nessa estrutura.
Leia também: Deolane: influenciadora tinha ‘cronograma estratégico’ para ocultar bens do PCC, diz polícia
De acordo com a Polícia Civil, as 12 páginas apreendidas durante a Operação Vérnix apontam o uso coordenado de empresas de diferentes setores, incluindo holdings patrimoniais, companhias de publicidade, empresas de cosméticos e negócios de apoio administrativo e financeiro.
Para os investigadores, a estrutura buscava ocultar a origem dos recursos e, consequentemente, reinseri-los no mercado formal com aparência de legalidade.
Além disso, em relatório complementar, a polícia afirma que o material revela um plano de reorganização societária, expansão comercial e adequação regulatória, com definição de etapas e pessoas jurídicas envolvidas.
Um dos pontos destacados envolve a empresa DB Santos Apoio Administrativo e Financeiro Ltda, ligada a Deolane.
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Siga o Times | CNBCDurante a investigação, a companhia aparecia registrada em um endereço apontado pela polícia como de fachada, em Martinópolis (SP). No entanto, o documento já indicava outro endereço, no Jardim Grimaldi, zona leste da capital paulista.
Segundo a Polícia Civil, a alteração foi formalizada em abril deste ano. Para os investigadores, a mudança reforça a suspeita de continuidade das movimentações societárias analisadas no caso.
Leia também: Operação Vérnix: Deolane e Marcola são indiciados em caso que apura R$ 327 milhões ligados ao PCC
Durante a operação, a polícia apreendeu veículos de luxo, entre eles uma Mercedes-AMG G63, um Jeep Commander Limited, uma Cadillac Escalade e uma Land Rover Range Rover P530.
Além disso, os agentes também recolheram 19 relógios de luxo, 40 joias, R$ 51,4 mil em espécie, 1.550 euros e diversos equipamentos eletrônicos. Por fim, todo o material apreendido passará por perícia para aprofundar as investigações.
A polícia indiciou Deolane e outros sete investigados, incluindo familiares de Marcola, por organização criminosa e lavagem de dinheiro. Deolane nega qualquer ligação com o PCC e afirma não ter participação em atividades criminosas.
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