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Operações da PF

Nove alvos, R$ 845 milhões e documentos falsos na mira de operação contra golpe em herança da Unip

Publicado 31/03/2026 • 07:57 | Atualizado há 41 minutos

KEY POINTS

  • Operação do Gaeco e Deic cumpre mandados contra grupo suspeito de golpe de R$ 845 mi na herança da Unip-Objetivo
  • Suspeitos usaram câmara arbitral fictícia e contrato com assinatura falsa de Di Genio para simular dívida milionária
  • Valor da suposta dívida foi atualizado pelos próprios investigados de R$ 635 milhões para mais de R$ 845 milhões
Operação

Divulgação / Ministério Público

Operação

O Ministério Público e a Polícia Civil deflagraram nesta quinta-feira (31) uma operação contra um grupo de nove pessoas suspeitas de tentar aplicar um golpe de R$ 845 milhões contra o espólio de João Carlos Di Genio, fundador do grupo Unip-Objetivo.

A ação conjunta do Gaeco e do Deic cumpre nove mandados de prisão e 15 de busca e apreensão em Jandira, Guarulhos, Barueri e São Paulo. Os investigados respondem por estelionato, falsificação de documentos e fraude processual.

“As investigações apontam a atuação estruturada de indivíduos com longo histórico criminal, que se valeram de falsidade documental, fraude processual, corrupção, além da simulação de procedimentos arbitrais, com o objetivo de conferir aparência de legalidade a cobranças milionárias indevidas”, afirmou o Ministério Público de São Paulo, em nota.

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Contrato falso e assinatura adulterada

A base da fraude, segundo o Ministério Público, era um contrato de compra e venda de imóveis com uma assinatura falsa atribuída a Di Genio. O documento teria sido datado de fevereiro de 2022, três meses antes da morte do empresário.

Com o contrato em mãos, o grupo tentou dar aparência legal à cobrança por meio de uma câmara arbitral fictícia, a Fonamsp – Fórum de Negócios e Finanças Internacionais e Nacionais por Arbitragem e Mediação Ltda. O procedimento foi montado com depoimentos de testemunhas inexistentes e assinaturas adulteradas para simular uma dívida sem que a família tivesse qualquer conhecimento.

🔍 Uma câmara arbitral fictícia é uma entidade que se apresenta como tribunal, mas não existe de fato ou não tem autorização para funcionar. Esse tipo de estrutura é usado em golpes para simular decisões legais e pressionar vítimas a pagar valores indevidos.

Inventário era o alvo

Depois de montar o esquema, o grupo levou os documentos falsos diretamente ao processo de inventário, tentando cobrar a suposta dívida perante a Justiça. O valor, que inicialmente estava fixado em R$ 635 milhões, foi atualizado pelos próprios investigados para mais de R$ 845 milhões.

Entre os principais alvos da operação estão Luiz Teixeira da Silva Junior e Anani Candido de Lara, apontados como ligados à Colonizadora Planalto Paulista e à câmara arbitral usada no esquema. A defesa dos investigados não foi localizada até o fechamento desta reportagem.

Operação e alcance

As buscas e apreensões foram realizadas simultaneamente em quatro municípios da Grande São Paulo. O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC acompanha o desdobramento da operação.

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