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Por André Amadeus
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Publicado 22/05/2026 • 13:30 | Atualizado há 3 semanas
KEY POINTS
Foto: Master
Daniel Vorcaro
O caso Master passou a ter no valor de R$ 60 bilhões o seu principal ponto de pressão nas investigações conduzidas pela Polícia Federal e pela Procuradoria-Geral da República.
A cifra virou referência do prejuízo apurado e passou a determinar as discussões sobre uma possível delação premiada envolvendo o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Leia também: Caso Master: investigadores querem que Vorcaro devolva R$ 60 bilhões para manter delação
Os investigadores entendem que qualquer avanço no acordo depende da capacidade de responsabilização financeira. Nesse sentido, isso significa que não basta apenas a colaboração de informações: é necessário, também, discutir a reparação do suposto dano causado.
Nesse contexto, o valor de R$ 60 bilhões passou a funcionar como referência para medir o alcance da negociação e a viabilidade de um acordo de delação.
A defesa de Vorcaro chegou a discutir a possibilidade de devolução de cerca de R$ 40 bilhões ao longo de um período de dez anos. No entanto, esse cenário não avançou entre os investigadores.
O principal motivo é que o valor ficou abaixo da estimativa apontada pelas autoridades e, além disso, os investigadores consideraram o prazo longo demais para a recomposição dos recursos.
O ministro André Mendonça, que deverá homologar eventual acordo, sinalizou resistência ao prazo de dez anos. Segundo relatos, ele prefere um prazo mais curto, mesmo que isso implique um valor inferior aos R$ 60 bilhões estimados inicialmente.
Outro ponto considerado essencial pelos investigadores é a necessidade de rastrear os recursos ligados ao caso. A exigência é que Daniel Vorcaro detalhe onde estão os valores investigados, incluindo eventuais ativos e bens que possam ser recuperados.
Sem uma identificação clara desses recursos e evidência da possibilidade de recuperação, o acordo de delação pode não avançar nos termos discutidos atualmente pelas autoridades.
Com o avanço das apurações, o caso Master passou a ter impacto direto nas negociações de delação. Além disso, influenciou a forma como a Polícia Federal, a PGR e o STF avaliam a capacidade de Vorcaro de ressarcir parte do prejuízo.
A discussão em torno dos R$ 60 bilhões ampliou a pressão sobre as negociações e elevou o nível de atenção em torno do desfecho da delação.
Leia também: Antes de negociar com BRB, Daniel Vorcaro pediu conselho a Lula sobre venda do Banco Master
Na avaliação dos investigadores, o montante não representa apenas um cálculo financeiro, mas também um critério de validação para o acordo.
Ou seja, a disposição em devolver os recursos e apontar o caminho do dinheiro pode ser determinante para o futuro da delação e para os próximos passos do caso Master.
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