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Para Galípolo, mercado de trabalho brasileiro vive o momento ‘mais exuberante’ em 30 anos
Publicado 06/10/2025 • 17:31 | Atualizado há 9 meses
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Publicado 06/10/2025 • 17:31 | Atualizado há 9 meses
KEY POINTS
Pedro França/Agência Senado
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, classificou o mercado de trabalho brasileiro como o “mais exuberante das últimas três décadas”. Segundo ele, os indicadores atuais apontam para uma situação próxima ao pleno emprego, com forte avanço da renda e da massa salarial.
A declaração foi feita nesta segunda-feira (6), durante palestra no Instituto Fernando Henrique Cardoso (IFHC), em São Paulo. Galípolo destacou que os dados mais recentes indicam um ambiente sólido de geração de empregos e de aumento do rendimento real, reforçando a resiliência do mercado de trabalho no atual ciclo econômico.
“A série histórica dá a entender que talvez estejamos em pleno emprego. Temos dados bastante fortes do que vem acontecendo. A massa salarial e o rendimento médio real têm uma alta bastante acentuada. É difícil dizer que não temos o mercado de trabalho mais exuberante das últimas três décadas”, afirmou Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central..
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Apesar do desempenho positivo, o presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, destacou que o crescimento econômico sustentável depende diretamente de ganhos de produtividade. Segundo ele, é essencial que a expansão da economia ocorra sem gerar pressões inflacionárias.
“Para o país continuar crescendo sem gerar pressões inflacionárias, é fundamental que isso ocorra via aumento de produtividade. Uma produtividade que assegure um crescimento mais duradouro”, afirmou.
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Galípolo também comentou o atual nível da taxa Selic, mantida em 15% ao ano, e justificou a política monetária como resposta às pressões inflacionárias persistentes.
“Sabemos que 15% é uma taxa elevada, mas vejam a situação que tínhamos em abril: 57% dos itens que compõem o IPCA estavam acima do dobro da meta de inflação”, explicou.
O presidente do BC acrescentou que, segundo as projeções do boletim Focus, a inflação não deve convergir para a meta oficial antes de 2028.
“A gente não vê a inflação na meta em nenhum horizonte, nem até 2028. É claro que o Banco Central tem suas próprias projeções, mas o cenário é desafiador”, concluiu.nsiderando o Focus e nossos modelos internos, o cenário ainda gera bastante incômodo”, concluiu.
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