Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Pix internacional pode pressionar bandeiras de cartões, diz especialista
Publicado 11/08/2026 • 12:30 | Atualizado há 1 hora
EXCLUSIVO CNBC: Nvidia articula US$ 500 bilhões em financiamento; CEO Jensen Huang diz que chips da empresa são “ativos investíveis”
EUA e Irã trocam exigências de indenização enquanto diminuem as esperanças de um acordo sobre Ormuz
Impasse em Ormuz: para onde podem ir os preços do petróleo com o enfraquecimento das perspectivas de um acordo
OpenAI conclui venda de ações no valor de US$ 7 bilhões antes de possível IPO
Ações da SpaceX se recuperam e se aproximam do preço do IPO de US$ 135
Publicado 11/08/2026 • 12:30 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A expansão internacional do Pix pode aumentar a pressão sobre os meios tradicionais de pagamento e exigir mudanças no modelo de negócios das bandeiras de cartões. A avaliação é de Hélder França, professor de mercado financeiro e tributário da Fundação Instituto de Pesquisas Contábeis, Atuariais e Financeiras (FIPECAFI), em entrevista ao programa Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
O Banco Central avalia a possibilidade de conectar o sistema brasileiro a infraestruturas de pagamentos instantâneos de outros países. A iniciativa consta do relatório de gestão do Pix e pode, segundo o BC, reduzir tarifas, acelerar transações, ampliar o acesso e melhorar a transparência dos pagamentos internacionais.
Para França, o principal desafio será a adesão de outras jurisdições. A expansão do sistema pode enfrentar resistência de mercados nos quais os meios tradicionais de pagamento ainda representam uma fonte relevante de receitas.
Segundo o professor, a eficiência do Pix será um dos fatores determinantes para que outros países adotem uma integração com o sistema brasileiro. “A grande chave dessa mudança no cenário internacional é a depender de como a comunidade internacional vai verificar a eficiência do sistema para a substituição dos meios tradicionais”, afirmou.
O Banco Central já mantém o Sistema de Pagamentos Instantâneos (SPI), infraestrutura responsável pela liquidação dos pagamentos instantâneos entre diferentes instituições no Brasil. O sistema é operado pelo próprio BC e funciona com liquidação em tempo real.
Leia também: BC prepara nova fase do Pix com integração internacional e garantia para crédito
Na avaliação de França, a eventual expansão internacional do Pix também pode aumentar a competição com os meios tradicionais de pagamento.
O professor afirmou que as operadoras de cartões terão de se adaptar caso o sistema brasileiro avance para outros mercados. A possibilidade de realizar pagamentos instantâneos com menor dependência de estruturas tradicionais pode alterar a dinâmica de custos do setor. “As operadoras de cartão vão começar a precisar se ajustar, se adequar ao seu modelo de negócios dentro dessa estrutura”, disse.
A questão ganhou peso também no relacionamento comercial entre Brasil e Estados Unidos. O governo americano já questionou o modelo brasileiro de pagamentos eletrônicos em investigações comerciais, argumentando que o papel do Banco Central como regulador e operador do Pix poderia afetar a concorrência com empresas americanas do setor.
França, porém, avalia que o sistema não elimina a atuação dos bancos e demais instituições financeiras. O Pix funciona sobre uma infraestrutura regulada pelo Banco Central, enquanto as instituições participantes continuam oferecendo serviços e produtos relacionados aos pagamentos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCLeia também: BC prepara nova medida que pode mudar a segurança do Pix
A internacionalização do sistema também pode ampliar a exposição a fraudes e ataques cibernéticos, segundo o professor.
França destacou que o Pix conta com mecanismos de segurança, mas afirmou que qualquer sistema financeiro está sujeito a tentativas de fraude. Entre os riscos estão instituições falsas criadas para capturar dados de usuários e o uso de inteligência artificial para produzir imagens e mecanismos de autenticação capazes de dificultar a identificação de fraudadores.
“A gente tem que reforçar aqui que é um sistema todo criptografado, você tem ferramentas de segurança da informação que permitem bloquear o acesso a possíveis fraudadores”, afirmou.
Na avaliação do professor, a expansão do sistema deverá ser acompanhada pelo aprimoramento das ferramentas de segurança e por cuidados dos próprios usuários antes de realizar transações.
Além da possível integração internacional, França destacou a evolução de funcionalidades do Pix no mercado doméstico. Entre os exemplos está o uso de biometria previamente validada por uma instituição financeira para facilitar pagamentos em ambientes como estádios, teatros e instituições culturais.
O objetivo é reduzir etapas entre o consumidor e a conclusão da transação. No comércio eletrônico, por exemplo, o Pix pode evitar que o consumidor precise deixar a plataforma de compras para acessar o aplicativo do banco e concluir o pagamento.
O Banco Central vem ampliando as funcionalidades e a infraestrutura do sistema, enquanto o SPI segue como a base para a liquidação dos pagamentos instantâneos no país.
Para França, essa evolução pode reduzir custos e tornar os pagamentos mais eficientes, mas a próxima etapa dependerá da capacidade de o Pix conquistar espaço fora do Brasil e competir com sistemas já estabelecidos em outros mercados.
Leia mais: Pix amplia presença no exterior; veja onde brasileiros já podem pagar
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Caso ‘Master capixaba’: mercado vê rombo multimilionário em operação da Apex Partners para compra da CVC
2
BYD processa portal jornalístico e tenta calar reportagem sobre origem chinesa da marca
3
PF pede bloqueio de bens da Gerdau após meses de contaminação em praia de Salvador
4
Futebol italiano perde espaço na elite europeia em meio a crise financeira e estrutural
5
Master Capixaba: Apex Partners – sócia da CVC – consegue proteção judicial para não pagar R$ 985 milhões em dívidas