CNBC

CNBCTrump anuncia “operação econômica devastadora” contra Irã e promete punições a países que o apoiarem

Política Brasileira

PF apura contrato de canabidiol com SUS ligado à amiga de Lulinha e pagamento de R$ 1,5 milhão

Publicado 20/08/2026 • 08:26 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • A PF investiga tentativa de venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde com possível dispensa de licitação.
  • A empresária Roberta Luchsinger recebeu R$ 1,5 milhão do Careca do INSS para atuar na intermediação do negócio.
  • Mensagens analisadas pela PF indicam que Roberta teria falado em nome de Lulinha e discutido comissão de 20% na negociação.

A Polícia Federal (PF) investiga uma tentativa de viabilizar a venda de medicamentos à base de canabidiol ao Ministério da Saúde, em uma negociação que envolveu documentos para uma possível contratação sem licitação e o pagamento de R$ 1,5 milhão à empresária Roberta Luchsinger, que atuava na intermediação do negócio.

Entre os materiais apreendidos, os investigadores encontraram termos de referência sobre a compra dos medicamentos e uma mensagem enviada por Roberta a Marco Aurélio Santana Ribeiro, o Marcola, então chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

Um dos documentos mencionava a possibilidade de dispensa de licitação e previa que o negócio fosse fechado com uma empresa ligada a Antônio Carlos Camilo Antunes, o Careca do INSS, apontado pela PF como um dos principais operadores das fraudes com descontos indevidos em aposentadorias e pensões.

Leia também: Flávio Dino autoriza abertura de terceiro inquérito contra Lulinha

O termo de referência é o documento que estabelece as condições técnicas de uma contratação pública. A PF apura se a intenção era entregar ao Ministério da Saúde um documento já elaborado para posterior publicação pela pasta.

A contratação não foi realizada.

O Ministério da Saúde afirmou que nunca houve possibilidade de contratar o canabidiol porque o produto não está incorporado ao Sistema Único de Saúde (SUS). A pasta disse ainda que não compra nem fornece o produto e que não houve, na atual gestão, discussão para sua oferta na rede pública.

Empresária recebeu R$ 1,5 milhão

Roberta atuou com o Careca do INSS para levar o projeto ao Ministério da Saúde. Segundo informações da investigação divulgadas pelo UOL, ela recebeu R$ 1,5 milhão de Antunes para trabalhar na viabilização do contrato.

A empresária chegou a ser recebida pelo Ministério da Saúde durante as tratativas, segundo a Folha de S.Paulo, mas a negociação não avançou.

Em mensagens analisadas pela PF, Roberta também teria afirmado que falava em nome de Fábio Luís Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente, durante negociações relacionadas ao projeto. A investigação identificou ainda conversas em que ela buscava uma comissão de 20% na negociação com o governo federal, segundo a Folha.

A defesa de Lulinha nega a participação dele nos negócios da empresária e afirma que o filho do presidente não mantém relação direta ou indireta com as atividades comerciais desenvolvidas por Roberta.

Documento chegou ao ex-chefe de gabinete

Marcola confirmou ter recebido de Roberta o documento relacionado à venda de medicamentos, mas afirmou que não encaminhou o material a integrantes do governo e que não houve favorecimento.

A relação financeira entre os dois também aparece nas investigações. A PF encontrou pagamentos feitos por Roberta a Marcola e mensagens relacionadas à compra de joias.

Times Brasil - CNBC

Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.

Siga o Times | CNBC

O ex-chefe de gabinete afirmou anteriormente que os recursos recebidos da empresária se referiam a um empréstimo pessoal já quitado. O Times Brasil | CNBC noticiou, em 6 de agosto, que Marcola havia recebido R$ 249 mil de Roberta e negava qualquer ilegalidade na relação entre os dois.

Lulinha aparece nas investigações

As mensagens fazem parte de investigações que apuram suspeitas de tráfico de influência e possível favorecimento de interesses privados em órgãos federais.

Lulinha já é investigado em outras frentes relacionadas à atuação do Careca do INSS e a suspeitas de tráfico de influência na administração federal. Em 4 de agosto, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a abertura de um terceiro inquérito para apurar a atuação de Lulinha e pessoas próximas a ele em diferentes áreas do governo.

A defesa do empresário nega irregularidades e afirma que ele não recebeu recursos relacionados ao esquema investigado no INSS.

Filho de Lula esteve 18 vezes no Planalto

Lulinha esteve pelo menos 18 vezes no Palácio do Planalto entre junho de 2023 e janeiro de 2025, segundo registros obtidos pelo Metrópoles por meio da Lei de Acesso à Informação (LAI).

As entradas ocorreram em 15 dias diferentes e somaram 23 horas e 26 minutos. Os registros não indicam os locais visitados dentro do Planalto nem os assuntos tratados.

Não há evidência publicada de que essas visitas tenham relação com a tentativa de venda de medicamentos ao Ministério da Saúde.

A Secretaria de Comunicação Social da Presidência afirmou que os encontros tiveram caráter privado, sem tratar de assuntos da administração pública e sem produzir desdobramentos administrativos.

PGR pede envio de inquérito à primeira instância

Nesta quinta-feira (20), a Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo que um dos inquéritos envolvendo Lulinha seja enviado à primeira instância da Justiça.

Segundo a Folha, a PGR argumenta que nenhum dos investigados nesse caso possui foro por prerrogativa de função e, por isso, não haveria motivo para que a apuração permanecesse no STF. A decisão caberá ao ministro André Mendonça, relator do inquérito.

A defesa de Lulinha afirma que teve acesso apenas parcial aos autos e sustenta que o material disponível comprova que a mensagem enviada a Marcola não foi encaminhada. Os advogados também dizem que o empresário colocou seus sigilos fiscal e bancário à disposição da Justiça e que podem demonstrar que ele não recebeu dinheiro relacionado às fraudes investigadas no INSS.

📌 ONDE ASSISTIR AO MAIOR CANAL DE NEGÓCIOS DO MUNDO NO BRASIL:


🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais

🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562

🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube

🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Soul TV, Zapping | Novos Streamings

Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no

MAIS EM Política Brasileira