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Por André Amadeus
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Publicado 19/05/2026 • 16:40 | Atualizado há 4 semanas
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Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
Por que Aram virou peça-chave nos planos da Petrobras em São Paulo até 2030
O campo de Aram ganhou protagonismo dentro da estratégia da Petrobras porque passou a concentrar descobertas recentes de petróleo de excelente qualidade no pré-sal da Bacia de Santos.
Além disso, os resultados positivos na área reforçam a expectativa de ampliação das reservas da estatal até 2030. O movimento ocorre em um momento em que a companhia acelera a busca por novas fronteiras de produção no país.
Leia também: O que é o campo de Aram e por que a Petrobras aposta nessa nova fronteira do pré-sal
O bloco de Aram fica localizado no sul do pré-sal da Bacia de Santos. Ele entrou no radar da Petrobras após a 6ª rodada de licitações da ANP, em 2020.
O projeto opera sob regime de partilha de produção e conta com a Pré-Sal Petróleo S.A. (PPSA) como gestora do contrato. Atualmente, a Petrobras lidera a operação com 80% de participação, enquanto a CNPC detém os 20% restantes.
O poço mais recente identificado na área está localizado a cerca de 248 quilômetros da cidade de Santos (SP), em uma profundidade de aproximadamente 1.952 metros.
A Petrobras confirmou a presença de petróleo de excelente qualidade e sem contaminantes em mais um poço exploratório de Aram. Este é o segundo resultado positivo na região apenas em 2026, o que aumentou o otimismo da companhia em relação ao potencial do bloco.
Além disso, a estatal segue com o Plano de Avaliação de Descoberta (PAD), que prevê a perfuração de mais dois poços e a realização de testes adicionais até 2027. A ideia é dimensionar com mais precisão o volume das reservas e o comportamento do reservatório.
O avanço em Aram se conecta diretamente à estratégia da Petrobras de garantir reposição de reservas e sustentar a produção nas próximas décadas. Desde o início da gestão de Magda Chambriard, a estatal vem acelerando o ritmo de exploração em áreas do pré-sal e reforçando projetos considerados estratégicos.
Leia também: Petrobras retoma fábricas de fertilizantes para atender 35% da demanda
Enquanto avança em Aram, a Petrobras também aguarda a liberação ambiental para explorar a Margem Equatorial, outra área considerada estratégica para o futuro da produção de petróleo no Brasil.
Durante a Offshore Technology Conference (OTC), em Houston, a diretoria da estatal afirmou manter expectativa positiva para a obtenção da licença ainda em 2026.
Nesse cenário, Aram se consolida como uma das peças centrais do portfólio da companhia, ajudando a sustentar o plano de crescimento e reposição de reservas até 2030.
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