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Por que o tombo do petróleo está salvando as ações que a Selic quase sufocou?

Publicado 08/04/2026 • 17:50 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Setores sufocados pelos juros altos em 2025, como construção civil e varejo de alta renda, voltam à vida com força, numa espécie de “mola comprimida” finalmente liberada
  • Ações como Direcional (DIRR3), com alta acima de 40% no ano, e JHSF (JHSF3), com ganhos superiores a 30%, lideram uma recuperação que o mercado não esperava tão cedo
  • O real surpreende e se valoriza além das projeções mais otimistas, impulsionado pelo alívio geopolítico entre EUA e Irã, com o dólar podendo cair ainda mais se o ciclo de queda da Selic continuar

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Plataforma de petróleo

Enquanto o mercado internacional foca no alívio das tensões entre Irã e EUA, a bolsa de valores do Brasil vive um fenômeno silencioso: o reaparecimento de setores dados como “perdidos” em 2025.
Assim, o dia 8 de abril de 2026 será lembrado como aquele em que o petróleo Brent despencou cerca de 13%, voltando ao patamar dos US$ 95. Mas, para o investidor brasileiro, a verdadeira notícia está nos consequências dessa queda. Enquanto as gigantes petrolíferas tem quedas com impactos compatíveis aos seus tamanhos no Ibovespa, um grupo específico de ações está protagonizando uma recuperação que muitos analistas consideravam impossível para este semestre.

Liberdade à “mola comprimida”

Desde o ano passado, setores como construção civil e varejo de alta renda estavam como uma mola sendo esmagada pelo peso da Selic. Os 15% de juros sobre os créditos pressionavam empresas como Direcional (DIRR3) e Cyrela (CYRE3), que acumularam perdas severas em 2025.
Já no acumulado desse ano, ainda em abril, recuperam boa parte, conforme dados da Bolsa:

  • Direcional (DIRR3): Já acumula alta superior a 40% no ano, recuperando quase todo o valor de mercado perdido durante o ciclo de aperto monetário.
  • JHSF (JHSF3): O setor de alta renda respira e já opera com ganhos que superam os 30% em 2026.

Com o petróleo em queda livre, o mercado antecipa um alívio na inflação global e dá ao Banco Central brasileiro aquela licença necessária para ser mais agressivo nos cortes de juros. O resultado? A mola foi solta.

O dólar desafiou o consenso

Um dos pontos mais surpreendentes deste cenário é a força da valorização do Real. Segundo a economista Tatiana Pinheiro, o patamar atual do câmbio ignorou até as projeções mais otimistas feitas no final de 2025, quando o dólar flutuava próximo dos R$5,60.

“Não era esperado no final do ano passado. Eu era otimista com câmbio de janeiro até abril, mas não projetava 5 por dólar”, afirma a economista. Para ela, mesmo os analistas que previam apreciação do Real no início do ano não vislumbravam esse valor. “Hoje é o efeito do ‘fim da guerra’ — precisamos ver se dura o cessar-fogo, se o Estreito de Ormuz terá mais movimento — que está afetando positivamente os ativos”, pontua Tatiana.

Se continuar assim, para o estrategista de investimentos Nicolas Gass, o dólar deve se manter no patamar ou até baixar mais. Principalmente se a Selic continuar em queda: “o dólar acompanha com certeza”.

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