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Presidente da CNI critica debate sobre o fim da jornada 6×1 e diz que mudança precisa ser “sustentável”
Publicado 12/03/2026 • 13:55 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 12/03/2026 • 13:55 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Ricardo Alban, presidente do CNI
Divulgação
O debate sobre o fim da escala 6×1 no Brasil precisa acontecer com cautela e considerar os limites de produtividade da economia, segundo o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Ricardo Alban.
Para o executivo, as mudanças na jornada não podem ser adotadas de forma acelerada, especialmente em ano eleitoral.
“A conquista, para ela ser uma verdadeira conquista, ela tem que ser sustentável”, disse Alban. “Nós temos toda uma discussão que precisa ser amadurecida, não precisa ser feita de uma forma açodada em um ano eleitoral, que as decisões não vão ser racionais, não vão ser prudentes, não vão ser sustentáveis.”
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O executivo afirmou ainda que a indústria não rejeita o debate sobre mudanças na jornada, mas defende que a discussão considere as condições econômicas e produtivas. “Nós queremos discutir mesmo com os nossos colaboradores, empregadores e com a sociedade. Como podemos chegar lá?”, afirmou.
Para Alban, a baixa produtividade brasileira é o principal entrave para uma mudança estrutural na jornada de trabalho, como o abandono do modelo 6×1.
“Nós temos um nível de produtividade baixíssimo, baixíssimo”, afirmou, acrescentando que o país avançou pouco nas últimas décadas. “O Brasil cresceu a sua produtividade meio ponto percentual ao ano, desde 1981 a 2023. […] Enquanto isso, a indústria decresceu sua produtividade em 0,3%. A indústria de transformação decresceu sua produtividade de 0,9%”, disse.
Alban afirmou que a adoção de novas tecnologias poderia ajudar a reverter esse quadro, mas que o país ainda está atrasado nesse processo. “A introdução de novas tecnologias, introdução de IA e de inovação permite um grande aumento de produtividade, mas nós estamos atrasados.”
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Segundo Alban, a redução de jornada sem bons índices de produtividade pode elevar custos e pressionar preços na economia.
“A repercussão na inflação vai repercutir no preço do programa ‘Minha Casa, Minha Vida‘, vai repercutir no preço da cesta básica, vai repercutir no preço da assistência médica, vai repercutir em tudo”, disse, acrescentando que o problema acontece porque “não tem como a produtividade substituir esse custo adicional”.
O executivo também questionou a viabilidade de reduzir rapidamente a carga horária em um cenário em que o país discute pleno emprego. “Existe cantado em verso e prosa o pleno emprego. Isso por si só já contradiz com essa possibilidade de você caminhar rapidamente para redução da carga horária de trabalho”, afirmou.
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