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Proteção financeira preventiva pode reduzir impactos de desastres naturais
Publicado 29/06/2026 • 13:25 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 29/06/2026 • 13:25 | Atualizado há 1 hora
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A adoção de instrumentos financeiros voltados à prevenção de desastres naturais pode reduzir custos para governos, ampliar a capacidade de resposta diante de eventos extremos e aumentar a segurança para investidores, afirmou Eneile Guimarães, CFO e cofundadora da BControlTech. Segundo ela, mecanismos como seguros, fundos de risco, resseguros e títulos vinculados a catástrofes permitem que o país esteja mais preparado para enfrentar crises climáticas.
O debate ocorre enquanto o Brasil avalia a criação de um sistema nacional de proteção financeira para enfrentar eventos como enchentes, secas e deslizamentos, buscando reduzir os impactos econômicos e acelerar a recuperação de estados e municípios atingidos.
Em entrevista nesta segunda-feira (29) ao Times Brasil Licenciado Exclusivo CNBC, Eneile apontou que a principal vantagem de estruturar mecanismos financeiros preventivos está na possibilidade de transferir riscos antes que a tragédia aconteça, reduzindo os custos de resposta.
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“Em finanças, todas as vezes que a gente consegue transferir o risco, nós temos um fator super importante, que é o fator tempo. Se eu faço uma ação preventiva, ao invés de uma ação corretiva, isso sempre custa mais barato no sistema financeiro”, afirmou.
Ela destacou que a combinação de fundos específicos, resseguros e instrumentos de proteção permite que governos e empresas estejam mais preparados para enfrentar situações extremas.
Segundo a executiva, países mais expostos a riscos climáticos ou geológicos costumam desenvolver uma cultura mais consolidada de prevenção financeira.
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Ela citou os Estados Unidos como referência nesse modelo e ressaltou que países europeus também vêm fortalecendo mecanismos de proteção. No Brasil, afirmou que o agronegócio já começa a incorporar esse comportamento diante da maior frequência de eventos climáticos associados ao El Niño e outros fenômenos.
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Siga o Times | CNBC“Países e setores que estão expostos a esse risco há mais tempo acabam criando uma cultura de prevenção e reserva financeira mais robusta para fazer essa transferência de risco”, explicou.
Na avaliação da executiva, a ausência de instrumentos preventivos acaba pressionando as contas públicas sempre que ocorre uma catástrofe.
Ela explicou que, em situações emergenciais, governos precisam remanejar recursos originalmente destinados a outras áreas para financiar ações de reconstrução e assistência à população.
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“Toda vez que eu trabalho no corretivo, custa mais caro. Acaba que eu tenho que tirar uma verba que estava predestinada para outra coisa para suprir, emergencialmente, a reconstrução ou apoiar as pessoas que estão sofrendo”, disse.
Eneile também destacou que o mercado de capitais pode desempenhar papel importante nesse processo por meio dos chamados Cat Bonds, títulos de dívida vinculados a riscos de catástrofes naturais.
Segundo ela, esses instrumentos oferecem maior rentabilidade aos investidores em troca da assunção de riscos específicos e, ao mesmo tempo, criam uma fonte adicional de recursos para enfrentar eventos extremos.
“Temos no mercado financeiro títulos que podem proteger e servir como mecanismos para esse tipo de ocorrência”, concluiu.
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