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Raízen dispara 20%, sai do “penny stock” e anima investidores
Publicado 29/01/2026 • 08:59 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 29/01/2026 • 08:59 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação/Raízen.
Raízen
As ações da Raízen (RAIZ4) chamaram a atenção no pregão desta quarta-feira (28), ao figurarem entre as maiores altas do Ibovespa e da B3. Os papéis fecharam o dia em alta de 20%, cotados a R$ 1,08, e passaram a acumular valorização de 33,3% em janeiro.
O movimento levou o ativo ao maior patamar desde outubro do ano passado, quando as ações haviam caído abaixo de R$ 1 e passaram a ser classificadas como penny stock, termo usado para papéis negociados a preços muito baixos e sujeitos a grande volatilidade.
Na B3, companhias nessa situação são pressionadas a adotar medidas para elevar o valor unitário das ações, já que pequenas oscilações podem gerar variações percentuais expressivas.
Leia também: Eco Invest Brasil: Tesouro destrava R$ 53 bilhões para a economia verde
A disparada começou ainda na terça-feira (27), impulsionada pela expectativa de que a companhia avance em uma reorganização financeira. Investidores reagiram a notícias de que a Raízen estaria negociando um aumento de capital entre US$ 1 bilhão e US$ 1,5 bilhão.
“Desde ontem, há a expectativa de uma reorganização estrutural da companhia, que vem passando por um momento mais delicado, com alto nível de alavancagem e venda de alguns ativos”, afirma Nicolas Gass, head de alocação e sócio da GT Capital.
A empresa já havia informado anteriormente que pode receber aportes de seus controladores, a Cosan (CSAN3) e a Shell.
Outro fator que ajudou o desempenho das ações foi a redução nas expectativas para os juros futuros. Com taxas menores projetadas à frente, o mercado tende a aliviar a pressão sobre companhias altamente endividadas, como a Raízen.
No balanço mais recente, referente ao segundo trimestre da safra 2025/2026 (2T26), a empresa reportou uma relação dívida líquida/Ebitda de 5,1 vezes. Em números absolutos, a dívida líquida alcançava R$ 53,44 bilhões,alta de 48% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Outro sinal positivo para os investidores veio da Bioenergia Barra, controlada indiretamente pela Raízen. O Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) autorizou a venda da Bio Polares, empresa dona de uma central de minigeração de energia elétrica movida a biogás, localizada no Aterro Sanitário Dois Arcos, em São Pedro da Aldeia (RJ).
A compradora é a GNR Dois Arcos Valorização de Biogás, que atua na produção de biometano a partir do mesmo aterro para comercialização posterior. O valor da transação não foi divulgado.
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