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O que é depósito compulsório e por que os bancos deixam dinheiro parado no Banco Central
Publicado 18/03/2026 • 09:23 | Atualizado há 2 meses
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KEY POINTS
Foto: Pixabay.
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No início de março deste ano, o Banco Central (BC) autorizou que os bancos descontem do compulsório valores para antecipar pagamentos para o Fundo Garantidor de Crédito (FGC).
Trata-se de montantes que costumam ficar parados no BC, mas agora servirão para recuperar a liquidez do FGC, diante do rombo de R$ 51 bilhões causado pelo caso do Banco Master.
Mas, afinal, o que é compulsório e por que os bancos deixam esse dinheiro parado no BC?
De acordo com a definição do próprio BC, compulsório é o valor recolhido pelo Banco Central quando correntistas depositam valores em algum banco.
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Esse recolhimento compulsório existe para que o Banco Central consiga manter a estabilidade financeira e combater a inflação. Na prática, controla-se a quantidade de dinheiro em circulação na economia.
Contudo, diante dos prejuízos causados ao FGC, os bancos precisam antecipar 5 anos de contribuições, que somam R$ 30 bilhões.
Leia também: FGC aprova plano agressivo de R$ 55 bilhões para cobrir colapso do Banco Master
O caso do Banco Master, que levou à liquidação extrajudicial do Will Bank, Banco Pleno, Banco Master e Master Múltiplo, consumiu um terço da liquidez do FGC. Quando uma instituição financeira é encerrada, o FGC se compromete a devolver até R$ 250 mil em investimentos e R$ 1 milhão por correntista, a cada quatro anos, caso os bancos estejam com problemas.
Entretanto, os mais de R$ 51 bilhões necessários para restaurar essa liquidez exigem que os bancos antecipem suas contribuições. Para isso, será extraído dinheiro da reserva obrigatória.
Na prática, isso permite que os bancos compensem os R$ 30 bilhões, mas sem tirar dinheiro do próprio caixa. Além disso, utilizar a reserva obrigatória garante que o dinheiro continue parado e não afete a quantidade de dinheiro em circulação na economia.
Ainda nesse contexto, o uso do compulsório garante a estabilidade do crédito e dá mais flexibilidade às instituições financeiras, segundo a Agência Brasil.
Agora, caberá aos bancos escolher a forma de cumprir essa compensação sobre os depósitos. Nesse caso, existem duas opções:
Em geral, a expectativa é de que até R$ 30 bilhões sejam liberados ainda neste ano. Com isso, segundo a Agência Brasil, bancos poderão utilizar esse valor para concessão de crédito e outras operações.
Ademais, as parcelas antecipadas vencem todos os meses. Sendo assim, o compulsório deve ser recomposto gradualmente, conforme as parcelas forem pagas. Essa medida visa fortalecer o FGC novamente, proteger os bancos e evitar falta de liquidez no sistema financeiro nacional. Logo, não deve impactar a economia brasileira.
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