Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Reforma tributária pode elevar competitividade e atrair investimentos, diz sócio da EY Brasil Patrick Seixas
Publicado 11/08/2026 • 22:28 | Atualizado há 2 meses
Google lança o Gemini 4 Argon, seu modelo de IA mais avançado
Exportações de petróleo por Ormuz atingiram os níveis pré-guerra, mas embarques de combustível permanecem limitados
Mattel nomeia Roger Lynch como CEO, substituindo Ynon Kreiz
OpenAI é processada por ciberataque de IA contra a Hugging Face
Trump nega ter oferecido alívio de sanções ao Irã; Teerã recebe proposta dos EUA após negociações no Catar
Publicado 11/08/2026 • 22:28 | Atualizado há 2 meses
KEY POINTS
A reforma tributária pode aumentar a competitividade do Brasil e ampliar a atração de investimentos no longo prazo, mas as empresas precisam iniciar a adaptação antes mesmo da conclusão de toda a regulamentação. É o que afirma Patrick Seixas, sócio líder de Tributos Indiretos da EY Brasil.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Seixas disse que 2026 deve ser tratado pelas companhias como um período de implementação, diante das mudanças operacionais que começam a ganhar efeito a partir de 2027.
“Mesmo com as regulamentações ainda não 100% emitidas, as empresas não podem esperar, porque qualquer demora na implementação pode gerar uma perda de competitividade importante”, afirmou.
Para o executivo, a reforma deve ser encarada como uma transformação mais ampla do ambiente empresarial, e não apenas como uma mudança na forma de calcular e recolher impostos.
“É uma mudança de negócios, muito mais do que uma mudança tributária”, disse.
Seixas avalia que o modelo definitivo tende a simplificar a tributação sobre o consumo, mas que o caminho até a implementação completa será complexo.
Hoje, as empresas convivem com diferentes tributos federais, estaduais e municipais e uma grande quantidade de legislações. O novo modelo terá como eixo o IVA dual, formado por IBS e CBS, com legislação mais unificada, tributação no destino e uma base mais ampla.
“Fala-se muito em simplicidade. De fato, ela vai chegar. Mas existe um longo caminho pela frente”, afirmou.
Segundo Seixas, o desafio será administrar simultaneamente as regras atuais e as novas durante o período de transição, o que exigirá mudanças em sistemas, processos, contratos, formação de preços e estratégias de negócio.
“O que está ruim vai ficar pior, porque a gente vai ter que conviver com dois sistemas agora”, disse, referindo-se à complexidade operacional dos próximos anos.
O varejo aparece entre os setores mais expostos à mudança, segundo Seixas, devido ao grande volume de operações, à quantidade de documentos fiscais e à forte disputa por preços.
“Qualquer ineficiência no processo, qualquer ineficiência que as empresas que atuam no varejo venham a ter, pode significar uma perda relevante da competitividade delas”, afirmou.
Outro ponto de atenção é o split payment, mecanismo que prevê a separação dos tributos no momento do pagamento.
Para Seixas, a mudança terá impacto não apenas nos sistemas utilizados pelas empresas, mas também na administração financeira.
“As empresas vão ter, a partir da implementação do split payment, muito menos caixa para trabalhar no seu dia a dia. Então elas vão ter que rever a sua política de caixa”, disse.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCQuestionado sobre uma eventual alta de preços para o consumidor, Seixas afirmou que ainda é cedo para uma conclusão generalizada.
Segundo ele, os efeitos dependerão da estrutura de custos, da cadeia de fornecedores e das características tributárias de cada atividade.
Para indústria e comércio, o sócio da EY Brasil vê potencial de ganho de eficiência com a redução do chamado resíduo tributário — impostos pagos ao longo da cadeia que nem sempre geram créditos aproveitáveis no sistema atual.
“O regime novo tende a anular isso. É um creditamento pleno que as empresas vão passar a ter”, afirmou.
Seixas avalia que a eliminação de parte dessas distorções pode beneficiar cadeias produtivas mais longas. Ele ponderou, porém, que empresas dependentes de incentivos fiscais precisarão rever seus modelos à medida que o novo sistema avançar.
Para o consumidor, um dos principais efeitos positivos apontados por Seixas será a maior visibilidade sobre os impostos incidentes em produtos e serviços.
“O dia a dia do consumidor vai ter uma mudança muito benéfica. Um dos pilares da reforma tributária é o que a gente chama de transparência”, afirmou.
Segundo ele, a separação mais clara entre o preço do produto e a carga tributária permitirá que consumidores e empresas entendam melhor quanto é destinado ao Estado.
“A partir do momento que o cidadão e as empresas entendem a carga tributária que está sendo paga para cada produto, entendem o que vai para o bolso do Estado e o que vai para o bolso das empresas”, disse.
Leia também: Inteligência artificial sai da fase de testes e entra na geração de valor nas empresas, diz sócio da EY Davi Dias
Apesar das dificuldades esperadas durante a transição, Seixas afirmou que mantém uma visão positiva sobre os efeitos estruturais da reforma.
“Eu sou um dos grandes otimistas da reforma tributária”, disse.
Segundo o executivo, o sistema atual influencia decisões de investimento por meio de diferenças tributárias e incentivos entre regiões. Com regras mais uniformes, a expectativa é que fatores ligados à eficiência operacional ganhem maior peso na escolha de onde investir.
Quando o novo regime estiver plenamente implementado e as empresas tiverem adaptado sistemas e modelos de negócio, Seixas espera um ambiente mais favorável à entrada de capital.
“Eu entendo, de forma bem clara, que isso vai gerar muita competitividade e aumento na atração por investimentos no Brasil. Vejo isso com muito otimismo”, afirmou.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
Vorcaro teria apoiado plano para financiar advogado em disputa pela presidência da OAB
2
Anthropic lança modelo de IA Claude Sonnet 5.5, o segundo desde o apelo do CEO por desaceleração
3
Lobista amiga de Lulinha recebeu R$ 570 mil durante tramitação de aval da União a empréstimo de Goiânia
4
Caixa libera dinheiro esquecido do antigo PIS/Pasep; veja como sacar
5
Mensagens entre Huck e Vorcaro citam R$ 83 milhões em mídia para a Globo e contrato pessoal de R$ 26 milhões