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Renda média do brasileiro atinge recorde de R$ 3.367 no 1º trimestre de 2026

Publicado 08/05/2026 • 20:15 | Atualizado há 5 dias

KEY POINTS

  • A renda média no Brasil atingiu R$ 3.367 no primeiro trimestre de 2026, um recorde histórico, mas com crescimento desigual: enquanto os 10% mais ricos tiveram alta de 8,7% na renda, os mais pobres avançaram apenas 3,1%, reforçando a concentração de renda ligada à escolaridade.
  • O alto endividamento das famílias (67%) e a inadimplência de cerca de metade dos adultos continuam limitando o consumo, com destaque para iniciativas como o programa Desenrola e medidas voltadas a reduzir impactos de apostas online no orçamento doméstico.
  • No cenário externo, fatores como negociações comerciais entre Brasil e Estados Unidos, tensões no Oriente Médio e volatilidade do petróleo influenciam inflação e investimentos, enquanto o Brasil segue atraindo capital por sua relativa estabilidade em meio à instabilidade global.

A renda média mensal do brasileiro atingiu o patamar recorde de R$ 3.367 no primeiro trimestre de 2026, porém o crescimento foi acompanhado por uma maior concentração de riqueza.

“Estamos recuperando a massa salarial com o acréscimo do PIB no cálculo do mínimo, mas a renda dos 10% mais ricos cresceu 8,7%, enquanto a dos mais pobres subiu apenas 3,1%. O grau de instrução continua sendo o principal fator de concentração, onde mais anos de estudo elevam o salário de forma desproporcional”, disse Carla Beni, economista e professora da FGV, em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC.

O endividamento, que atinge 67% das famílias, e a inadimplência crônica de metade da população adulta são vistos como entraves severos ao consumo interno. “O grande problema é o ‘nome sujo’ em 50% dos adultos, o que limita contratos de aluguel e crédito. O novo programa Desenrola tenta aliviar isso, trazendo agora o bloqueio do CPF para casas de apostas por um ano, o que pode ser decisivo para evitar que as ‘bets’ continuem espalhando dívidas dentro das casas brasileiras”, pontuou.

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No campo diplomático, o recente encontro entre os presidentes Lula e Donald Trump em Washington sinalizou um pragmatismo técnico para resolver disputas tarifárias. “A reunião foi importante porque criou um grupo de trabalho de 30 dias para debater o adicional de 50% nas tarifas do aço. O governo dos Estados Unidos acusa o Brasil de altas taxas, mas Lula rebateu que a tarifa média é de apenas 2%; agora os técnicos vão pontuar questões específicas para sair do campo genérico”.

A instabilidade no Oriente Médio e seu reflexo no preço do petróleo, que flutua próximo aos $ 100 (R$ 491,00), também pressionam as projeções inflacionárias para o final de 2026. “O Brasil sofre menos por importar menos diesel e pela absorção de impactos da Petrobras, mas a inflação pode furar o teto da meta de 4,5%. O mundo tenta organizar a oferta para que, com o arrefecimento do conflito, o preço ajuste abaixo da casa dos três dígitos”.

“Mesmo com a pressão dos juros lá fora, o Brasil e a Índia têm atraído investidores tanto no setor real quanto no monetário. A instabilidade provocada pelo governo americano faz com que o fluxo internacional continue buscando mercados emergentes sólidos como o nosso”, concluiu.

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