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Shell e Cosan abandonam negociações sobre capitalização da Raízen
Publicado 04/03/2026 • 12:33 | Atualizado há 3 meses
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Publicado 04/03/2026 • 12:33 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
As negociações sobre o processo de capitalização da Raízen, maior produtora mundial de açúcar e etanol, fracassaram depois que os coproprietários Cosan e Shell não chegaram a um acordo.
Shell e Cosan detêm cada uma 44% da companhia.
Apesar do fracasso das negociações conjuntas, a Shell não abandonou a Raízen. Na terça-feira (3), o presidente da Shell no Brasil disse que a empresa estava comprometida em investir R$ 3,5 bilhões na companhia e que esperava que outro acionista pudesse contribuir com mais R$ 3,5 bilhões.
Com as negociações encerradas, a Shell pretende prosseguir com a injeção de capital e apoiar a Raízen nas discussões contínuas com bancos e credores, disse a fonte.
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A Cosan disse que não poderia igualar o apoio financeiro que a Shell concordou em oferecer à Raízen. Algumas das propostas apresentadas pela Cosan foram rejeitadas pela Shell, informou a Bloomberg, citando uma fonte. Durante as negociações, a Shell teria se comprometido a colocar R$ 3,5 bilhões, a Cosan R$ 1 bilhão e o bilionário brasileiro e presidente da Raízen, Rubens Ometto, R$ 500 milhões.
Fundos administrados pelo Banco BTG Pactual, também envolvidos nas negociações, discordaram de vários termos propostos pela Shell e decidiram não injetar dinheiro na Raízen, segundo a reportagem. A Raízen e a Cosan não responderam imediatamente aos pedidos de comentários da Reuters.
Leia também: Raízen: BTG deixa negociação, e credores passam a tratar diretamente com a Shell
A dívida líquida da Raízen subiu para R$ 55,3 bilhões no final de dezembro, resultado de uma combinação de investimentos pesados, clima instável e incêndios florestais que levaram a colheitas mais fracas e volumes de moagem mais baixos. A companhia registrou uma série de prejuízos e aumento acentuado da dívida líquida nos últimos trimestres e chegou a alertar, em fevereiro, sobre uma “incerteza significativa” quanto à sua capacidade de continuar operando.
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