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Publicado 04/03/2026 • 11:52 | Atualizado há 3 meses
KEY POINTS
Foto: divulgação/Raízen.
Negociações da Raízen com credores podem redefinir dívida, governança e estrutura financeira da empresa em 2026
A crise financeira da Raízen, uma joint venture entre Cosan e Shell, ganhou novos desdobramentos nesta semana. Dessa vez, o BTG Pactual chegou a propor uma capitalização de R$ 5 bilhões, em parceria com a Shell.
No entanto, além da injeção de capital, a oferta do BTG também previa uma Raízen dividida em duas: uma empresa de energia e outra apenas distribuidora de combustíveis.
Porém, os credores e bondholders rejeitaram a proposta do BTG Pactual. Nesse sentido, bondholders são investidores que compraram títulos de dívida (bonds) emitidos pela empresa.
Sendo assim, o BTG Pactual, que controla a Cosan, deixou as negociações que buscavam uma solução para a joint venture. A informação é do jornalista Lauro Jardim.
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Conforme a informação, caso a proposta do BTG Pactual fosse aceita – dividindo a empresa em duas – o banco seria o controlador pela parte distribuidora de combustíveis. Enquanto isso, a Shell entraria como acionista minoritária.
Além disso, os planos também incluíam transformar de 30% a 35% da dívida em ações da Raízen, implicando em perdão de um ano para pagarem os juros.
Nesse sentido, a empresa conta com dívida de R$ 73 bilhões. Desse total, 40% são valores em aberto com bancos e outros 40% com bondholders. Consequentemente, apenas para rolar esse passivo, a empresa desembolsa cerca de R$ 7,5 bilhões por ano em juros.
Entretanto, a ideia do BTG Pactual foi rejeitada. Agora, a negociação se dará entre credores e bondholders da Raízen e Shell.
O Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC procurou a Raízen e o BTG. Em nota, a assessoria da Raízen informou que, por enquanto, a empresa não irá se manifestar sobre o tema. O BTG não respondeu até a publicação desta reportagem.
Leia também: Raízen (RAIZ4) virou penny stock? Entenda o que é esse tipo de ação
Conforme noticiado anteriormente, a Shell formalizou na terça-feira (3) o compromisso de injetar R$ 3,5 bilhões na Raízen.
Na ocasião, o presidente da Shell no Brasil, Cristiano Pinto, disse que a hipótese da Raízen se dividir – com um negócio focado em etanol e outro em distribuição de combustíveis – só pode ser discutida após a estabilização da empresa.
Ademais, a recuperação financeira da joint venture segue como prioridade da Shell, motivo pelo qual mudanças estruturais não são consideradas atualmente.
Por fim, segundo Lauro Jardim, o aporte milionário da Shell deve ser acompanhado de outros R$ 500 milhões vindos de Rubens Ometto. Após essa etapa, a Raízen deve negociar com credores e bondholders.
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