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SpaceX: Pedido de IPO prepara o terreno para oferta recorde

Publicado 20/05/2026 • 19:06 | Atualizado há 12 minutos

KEY POINTS

  • A empresa de Elon Musk combina negócios de foguetes, internet via satélite, inteligência artificial e infraestrutura de dados, após a fusão com a xAI.
  • Musk mantém controle absoluto da companhia, concentrando cerca de 85% do poder de voto da SpaceX.
  • A SpaceX registrou receita trimestral de US$ 4,69 bilhões, projetou avanço de seus negócios ligados à IA e fechou um acordo de US$ 60 bilhões para adquirir a Cursor.
SpaceX

Reuters

A SpaceX, empresa espacial de Elon Musk, oficializou sua entrada na bolsa de valores em uma oferta pública inicial que pode se tornar a maior da história do mercado americano. Em prospecto enviado à Securities and Exchange Commission nesta quarta-feira, a companhia informou que pretende negociar ações na Nasdaq sob o ticker SPCX. A expectativa é que a empresa inicie a apresentação a investidores em 8 de junho.

Fundada em 2002 para desenvolver foguetes reutilizáveis, a SpaceX se transformou na principal parceira de lançamentos da NASA após o encerramento do programa de ônibus espaciais da agência, em 2011. Além dos contratos aeroespaciais e de defesa, a empresa controla o serviço de internet via satélite Starlink, uma constelação de cerca de 10 mil satélites e a divisão de inteligência artificial xAI, que anteriormente adquiriu a rede social X, antigo Twitter.

A receita da SpaceX cresceu 15% no primeiro trimestre, para US$ 4,69 bilhões, ante US$ 4,07 bilhões um ano antes. Em 2025, o faturamento anual avançou 33%, chegando a US$ 18,67 bilhões. Apesar do crescimento, a companhia registrou prejuízo líquido de US$ 4,28 bilhões no trimestre, após perdas de US$ 4,94 bilhões em 2025.

Segundo o prospecto, Musk controla 85% do poder de voto da empresa, com 849,5 milhões de ações Classe A e 5,57 bilhões de ações Classe B. Nenhum outro acionista possui participação superior a 5%.

Em fevereiro, Musk fundiu a SpaceX com a xAI, formando uma companhia avaliada em US$ 1,25 trilhão. A operação consolidou ativos ligados a foguetes, internet espacial, inteligência artificial e comunicação móvel direta por satélite. Em comunicado divulgado na época, o empresário afirmou que a fusão buscava criar “o motor de inovação verticalmente integrado mais ambicioso da Terra — e fora dela”. A frase parece saída de um manifesto cyberpunk escrito num hangar da órbita baixa.

Ainda assim, Musk admitiu em abril que a tecnologia da xAI e do chatbot Grok “não foi construída corretamente da primeira vez” e precisava ser reconstruída desde as fundações. O Grok, criado para competir com plataformas como OpenAI ChatGPT, Google Gemini e Claude, permaneceu como um produto de nicho e enfrentou processos e investigações nos EUA e na Europa após permitir a criação em massa de deepfakes explícitos não consensuais envolvendo mulheres e crianças reais.

Como parte da reestruturação da xAI, a SpaceX fechou no mês passado um acordo para adquirir a Cursor por US$ 60 bilhões, com previsão de conclusão após o início das negociações das ações. A empresa também atua como uma espécie de “neocloud”, alugando capacidade computacional do data center Colossus 1, em Memphis, para a Anthropic.

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