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Moraes nega troca de mensagens com Vorcaro; análise de peritos põe em dúvida versão de ministro
Publicado 06/03/2026 • 19:18 | Atualizado há 2 dias
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Publicado 06/03/2026 • 19:18 | Atualizado há 2 dias
KEY POINTS
Foto: Bruno Peres/Agência Brasil.
O ministro Alexandre de Moraes durante sessão do STF.
O Supremo Tribunal Federal (STF) afirmou nesta sexta-feira (6) que mensagens atribuídas ao ministro Alexandre de Moraes em arquivos extraídos do celular do empresário Daniel Vorcaro, fundador do Banco Master, não correspondem aos contatos do magistrado.
A manifestação foi divulgada em nota da Secretaria de Comunicação do STF, a pedido do gabinete de Moraes, após a repercussão de reportagens que apontaram uma suposta troca de mensagens entre Vorcaro e o ministro no dia 17 de novembro de 2025, data em que o banqueiro foi preso pela primeira vez.
Segundo o Supremo, uma análise técnica realizada nos dados telemáticos apreendidos concluiu que as mensagens de visualização única enviadas por Vorcaro naquele dia não estão associadas aos contatos do ministro nos arquivos obtidos pelos investigadores.
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De acordo com a nota, os prints dessas mensagens aparecem vinculados a pastas de outras pessoas da lista de contatos de Vorcaro no computador usado para armazenar o material.
“A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro, jamais ao ministro Alexandre de Moraes”, diz o comunicado.
A nota não mencionou os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos “em virtude do sigilo decretado pelo ministro André Mendonça”, mas afirmou que esses dados constam no material que a CPMI do INSS disponibilizou à imprensa.
Leia a íntegra da nota:
A Secretaria de Comunicação do Supremo Tribunal Federal, por solicitação do
gabinete do ministro Alexandre de Moraes, informa:
Análise técnica realizada nos dados telemáticos de Daniel Vorcaro, tornados
públicos pela CPMI do INSS, constatou que as mensagens de visualização única
enviadas por ele no dia 17 de novembro de 2025 não conferem com os contatos do
ministro Alexandre de Moraes nos arquivos apreendidos.
No conteúdo extraído do celular do executivo pelos investigadores, os prints dessas
mensagens enviadas por Vorcaro estão vinculadas a pastas de outras pessoas de
sua lista de contatos e não constam como direcionadas ao ministro Alexandre de
Moraes.
A mensagem e o respectivo contato estão na mesma pasta do computador de
quem fez os prints (Vorcaro). Ou seja, fica demonstrado que as mensagens (prints)
estão vinculadas a outros contatos telefônicos no computador de Daniel Vorcaro,
jamais ao Ministro Alexandre de Moraes.
Os nomes e contatos das pessoas vinculadas aos respectivos arquivos não serão
mencionados na presente nota em virtude do sigilo decretado pelo Ministro André
Mendonça, mas constam no arquivo que a CPMI do INSS disponibilizou para toda
a imprensa.
Na nota divulgada à imprensa, Moraes afirmou que prints de textos encontrados pela Polícia Federal estariam organizados nas mesmas pastas em que aparecem os dados dos contatos dos possíveis destinatários, o que indicaria quem teria recebido as mensagens escritas pelo banqueiro.
Entretanto, os dados enviados pela PF à CPI do INSS mostram um cenário diferente. Entre sete prints datados de 17 de novembro de 2025 — data da primeira prisão de Vorcaro — quatro aparecem armazenados em pastas sem qualquer outro documento associado. Um deles contém a anotação: “Fiz uma correria pra tentar salvar”.
Apenas três desses registros aparecem em diretórios que também incluem arquivos vinculados a contatos, o que levanta questionamentos sobre a relação direta entre as mensagens e os possíveis interlocutores.
A reportagem de O Estado de S. Paulo ouviu peritos da Polícia Federal, que falaram sob condição de anonimato, e afirmaram que a presença de arquivos em uma mesma pasta não indica necessariamente ligação entre eles dentro das conversas.
Segundo esses especialistas, o software utilizado pela Polícia Federal para organizar as evidências digitais, disponibilizado também aos parlamentares da CPI do INSS, segue critérios técnicos próprios para agrupar os arquivos extraídos de celulares apreendidos.
Em muitos casos, explicam os peritos, os arquivos acabam reunidos porque compartilham padrões semelhantes no “hash”, sequência numérica que funciona como uma espécie de impressão digital digital de cada arquivo. Assim, um documento que aparece ao lado de um contato não significa obrigatoriamente que tenha sido enviado a ele.
De acordo com esses especialistas, a interpretação apresentada por Moraes tende a surgir quando os arquivos são analisados diretamente nas pastas do sistema, sem o uso do programa específico necessário para a leitura completa dos dados.
O sistema empregado pela Polícia Federal para examinar e organizar evidências digitais é o IPED (Indexador e Processador de Evidência Digital), ferramenta criada a partir de 2012 por técnicos da própria corporação e disponibilizada publicamente desde 2019, conforme documentação publicada na plataforma GitHub.
O IPED é utilizado para extrair e classificar dados de celulares apreendidos em investigações. O programa possui recursos que permitem visualizar possíveis vínculos entre arquivos, sempre que identifica correlações suficientes entre as informações armazenadas nos dispositivos analisados.
No caso específico dos prints atribuídos a Daniel Vorcaro, porém, o sistema não aponta qualquer vínculo entre os registros e interlocutores específicos, segundo os dados examinados.
O conjunto de arquivos encaminhado pela Polícia Federal à CPI do INSS e acessado pela reportagem reúne 2.164 arquivos distribuídos em 475 pastas. Dentro desse material, os prints aparecem em um segmento menor, com 157 pastas e 206 arquivos.
As pastas são identificadas por letras de A a F e números de 0 a 9, enquanto os arquivos recebem nomes formados por longas sequências numéricas, como 6554B090290A78B3344EA08C00D683C7.
Pelo critério descrito por Moraes, a mensagem enviada às 17h26 de 17 de novembro de 2025, na qual Vorcaro pergunta “alguma novidade? Conseguiu ter notícia ou bloquear?”, teria como destinatária a advogada Viviane Barci de Moraes, esposa do banqueiro, e não o próprio ministro do STF.
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