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Tarifa global de 15% pode favorecer Brasil no curto prazo, diz especialista
Publicado 23/02/2026 • 18:10 | Atualizado há 2 horas
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Publicado 23/02/2026 • 18:10 | Atualizado há 2 horas
KEY POINTS
A nova tarifa global de 15% imposta pelos Estados Unidos pode gerar efeitos positivos para o Brasil no curto prazo. É o que afirma o economista Otto Nogami, sócio da Nogami Economia & Estratégias e professor do Insper.
Em entrevista ao Times Brasil — Licenciado Exclusivo CNBC, Nogami avaliou que a medida pode facilitar as exportações brasileiras, especialmente de bens intermediários utilizados no processo produtivo americano.
“À medida que se importa o bem intermediário a uma tarifa menor, isso acaba implicando num custo menor de produção, consequentemente isso acaba favorecendo todo o processo de produção dentro do território norte-americano”, explicou.
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Nogami acrescenta que parte dessa vantagem pode ser repassada ao consumidor final. “Consequentemente, a própria sociedade norte-americana acaba se beneficiando.”
O economista ressaltou, no entanto, que a tarifa de 15% é temporária e válida por período limitado, o que traz incerteza para decisões empresariais.
Segundo ele, empresas americanas podem antecipar compras para aproveitar o novo cenário, o que poderia impulsionar a balança comercial brasileira no curto prazo.
Nogami também ponderou que o presidente Trump costuma adotar decisões rápidas e, eventualmente, reversíveis. “De repente, da noite para o dia, ele pode reverter todo esse processo”, afirmou.
Questionado sobre os segmentos brasileiros mais favorecidos, Nogami destacou setores ligados ao agronegócio e à indústria metalúrgica.
Ele citou ainda que há segmentos do agronegócio que podem ganhar competitividade, além de manufaturas que passam a competir em condições mais homogêneas diante da alíquota padronizada.
“Tem, pontualmente falando, alguns setores que, sem dúvida alguma, obterão vantagens com essa fixação dos 15%.”
Na avaliação do economista, a economia americana também pode se beneficiar no curto prazo, especialmente pela redução de pressão inflacionária em determinados produtos.
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“À medida que a economia americana ainda é dependente da importação de determinados itens, isso acaba beneficiando não só produtores, como os próprios consumidores.”
No entanto, ele alerta que a medida exigirá reconfiguração de acordos comerciais, sobretudo com parceiros europeus.
“Haverá um rearranjo nas negociações comerciais”, afirmou. “Principalmente no que diz respeito aos países europeus que terão que reavaliar todos os contratos comerciais feitos com a economia norte-americana.”
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Jornalista formada pela Universidade Mackenzie e pós-graduada em economia no Insper. Tem passagem pela Climatempo, CNN Brasil, PicPay e Revista Oeste. É redatora de finanças no Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. Eleita uma das 50 jornalistas +Admiradas da Imprensa de Economia, Negócios e Finanças de 2024.
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