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Luzes de Natal: O espetáculo de branding e experiência que ilumina Paris e Londres
Publicado 27/12/2025 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 27/12/2025 • 08:00 | Atualizado há 2 meses
As capitais europeias sempre souberam que o luxo e a hospitalidade residem nos detalhes. Em minha recente passagem por Paris e Londres, pude testemunhar como as luzes de Natal deixaram de ser meros adornos festivos para se tornarem poderosas ferramentas de storytelling urbano e estratégia comercial. Ambas as cidades competem pelo título de "espetáculo visual do ano", mas o fazem com linguagens e propósitos distintos.
Londres opera no campo da magnitude e da tradição revitalizada. Ao caminhar pela Regent Street, o que vemos é uma curadoria de design que respeita a arquitetura histórica da rua com os icônicos "Espíritos de Natal". Na Bond Street, o foco é a exclusividade, onde as fachadas das grandes Maisons competem em uma exibição de alta joalheria arquitetônica. A Sloane St. é mais um espetáculo a céu aberto.
Essa grandiosidade se estende às "catedrais" do varejo britânico. A Harrods reforça seu prestígio com a fachada inteira iluminada, um marco do branding clássico, enquanto a Selfridges aposta na vanguarda e na criatividade de suas vitrines para atrair um público que busca inovação. Esse ano o tema foi Disney. É o luxo em sua forma mais democrática e, ao mesmo tempo, aspiracional.

Regent Street e seus famosos “espíritos” - Foto: Shutterstock
Cruzando o Canal da Mancha, Paris responde com uma elegância que privilegia a imersão. Na Avenue Montaigne, o brilho é contido e sofisticado, desenhado para emoldurar as árvores e fachadas. Esse ano, a Champs-Élysées ganha um brilho especial com o patrocínio estratégico da Swarovski, provando como parcerias de peso podem revitalizar ícones urbanos.
O espetáculo parisiense se completa no varejo: a Galeries Lafayette mantém a tradição com sua árvore monumental sob a cúpula, focando no encantamento do turismo global. Já o Le Bon Marché, na Rive Gauche, opta por uma sofisticação silenciosa e curadoria impecável. O foco parisiense é o savoir-faire: a luz serve para destacar a silhueta da cidade, como na Place Vendôme, onde as luzes funcionam como um convite à admiração.

Avenue Montaigne - Foto: Reprodução Sortiraparis
Para o mercado de bens de consumo e turismo, essas iluminações representam um aumento significativo no fluxo de visitantes e no tempo de permanência nas áreas comerciais. É a economia da experiência em seu ápice: as marcas entendem que, para converter o consumidor moderno, é preciso primeiro envolvê-lo em uma atmosfera de encantamento.
Ao captar as imagens para esta coluna, percebi que o verdadeiro espetáculo não está apenas na voltagem das lâmpadas, mas na capacidade dessas cidades de manterem sua relevância global através da beleza e da consistência de imagem.
Se Londres ganha pela grandiosidade e pelo impacto visual imediato, Paris vence pela sofisticação do detalhe e pela atmosfera de sonho que cria. Ambas, porém, entregam a mesma lição de branding: o Natal é a vitrine onde as cidades mostram ao mundo o seu melhor rosto.
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