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Trump enxuga orçamento: entenda plano de recuperação de fundos dos EUA
Publicado 18/07/2025 • 06:50 | Atualizado há 5 meses
Publicado 18/07/2025 • 06:50 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
O Senado dos Estados Unidos aprovou um plano de recuperação de fundos proposto pelo presidente Donald Trump, que retira cerca de US$ 9 bilhões (equivalente a R$ 50 bilhões) de áreas previamente autorizadas pelo Congresso. A manobra, conhecida como clawback, recoloca no Tesouro recursos já destinados a programas sociais, ambientais e de cooperação internacional, além de afetar diretamente instituições tradicionais como a NPR (rádio pública) e a PBS (rede pública de televisão).
Entre os cortes mais significativos estão:
A única exceção no pacote aprovado foi a manutenção de US$ 400 milhões para programas de combate ao HIV/Aids, cuja exclusão foi barrada no Senado. A medida ainda precisa ser reavaliada pela Câmara dos Deputados.
A decisão de cortar recursos da NPR e da PBS ganhou destaque. Ambas são símbolos históricos da comunicação pública nos EUA, com ampla audiência e produção de conteúdo educativo, cultural e jornalístico. Segundo a Casa Branca, a justificativa para os cortes inclui a alegação de que a NPR teria se tornado “uma voz de propaganda da esquerda”.
Leia mais:
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Atualmente, a NPR alcança 43 milhões de ouvintes por semana e opera em mais de mil emissoras. Já a PBS, com forte tradição em programas infantis como Vila Sésamo, tem 53 milhões de visualizações mensais no YouTube e responde por boa parte da produção documental do país. Mais de 345 milhões de transmissões mensais são atribuídas apenas ao selo PBS Kids.
O clawback proposto por Trump tem sido classificado como uma medida agressiva, que foge ao padrão tradicional de cortes prospectivos. Em vez de discutir o orçamento futuro, o governo retoma valores já aprovados e, em alguns casos, já empenhados. A decisão amplia a tensão entre o Executivo e parte do Congresso e levanta dúvidas sobre a previsibilidade fiscal nos EUA.
A estratégia também reforça o discurso político do atual presidente, que busca reduzir gastos federais como forma de fortalecimento econômico e resgate do “controle” orçamentário - mesmo que isso implique retrocessos em áreas como saúde, cultura e cooperação internacional.
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