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EUA em compasso de espera: economia estagnada irrita Trump, que volta a pressionar o Fed
Publicado 17/07/2025 • 06:44 | Atualizado há 8 meses
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Publicado 17/07/2025 • 06:44 | Atualizado há 8 meses
KEY POINTS
O Federal Reserve divulgou nesta quarta-feira (16) a mais recente edição do Livro Bege, relatório que retrata o desempenho da economia americana a partir de informações coletadas pelos 12 distritos do banco central dos Estados Unidos. O diagnóstico revela um cenário de estagnação e incertezas que tem preocupado o setor produtivo e gerado novas críticas do ex-presidente Donald Trump à condução da política monetária do país.
Entre os principais pontos destacados no relatório estão a queda nas vendas do varejo, a desaceleração no mercado imobiliário, a redução nos empréstimos bancários e os efeitos negativos das tarifas comerciais sobre cadeias de suprimentos e decisões empresariais.
De acordo com o Livro Bege, diversas empresas relataram que não pretendem preencher vagas abertas ou que estão mantendo o quadro de funcionários inalterado, evidenciando a ausência de planos de expansão. A incerteza sobre os rumos da economia e os juros elevados também fazem com que os consumidores adotem posturas mais cautelosas, contribuindo para a retração no consumo e no crédito.
Diante desse cenário, Donald Trump voltou a pressionar o Federal Reserve e seu presidente, Jerome Powell, por uma redução nas taxas de juros. No entanto, o Livro Bege indica que a maioria dos distritos considera o atual momento como de estagnação ou até leve retração, o que sugere que a esperada queda nos juros não deve ocorrer em curto prazo — contrariando o discurso do ex-presidente.
Apesar das críticas voltadas a Powell, o documento reforça que as decisões de política monetária são tomadas de forma colegiada, por um comitê composto por 12 membros: sete governadores do Fed e cinco presidentes regionais, sendo o de Nova York membro permanente. Atualmente, escritórios de distritos como Chicago, St. Louis, Kansas e Boston também fazem parte do comitê decisório.
O relatório também mostra que algumas empresas estão elevando preços preventivamente, como forma de compensar possíveis custos futuros impostos por tarifas comerciais — especialmente aquelas anunciadas pelo próprio Trump. Outras aguardam definições antes de reajustar valores, indicando um clima de incerteza nos negócios.
Ao analisar os sinais enviados pelo Livro Bege, o jornalista Marcelo Favalli, da GloboNews, avalia que uma nova redução na taxa de juros não está no horizonte imediato, apesar das cobranças políticas. “Se olharmos o gráfico com a percepção dos distritos do Fed, vemos que não há consenso de que a economia esteja avançando. Pelo contrário, muitos indicam paralisia ou declínio”, explicou o apresentador no programa Conexão.
Para os próximos meses, a expectativa é que o Fed mantenha a cautela e aguarde novos dados antes de tomar decisões sobre o rumo da política monetária — mesmo sob pressão crescente do cenário eleitoral.
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