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A CSN troca de CEO, mas não de objetivo
Publicado 03/09/2026 • 11:49 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 03/09/2026 • 11:49 | Atualizado há 2 meses
Dança das cadeiras na CSN.
Benjamin Steinbruch, que comandou a companhia nas últimas duas décadas está deixando o cargo de CEO e vai reassumir a presidência do conselho. Em seu lugar, a CSN está trazendo por Fábio Schvartsman, executivo que no passado comandou Vale e Klabin.
O mercado reagiu positivamente a mudança. Por volta das 11h desta quinta-feira (3), os papeis da CSN negociados na bolsa brasileira subiam mais de 15%. Houve um impulso das ações pelo otimismo geral do mercado por conta das últimas pesquisas eleitorais, que mostraram um acirramento na disputa entre Lula e Flávio Bolsonaro.
As negociações para a chegada de Schvartsman começaram há cerca de quatro meses. Ele volta trabalhar como CEO depois de sete anos. Em 2019, Schvartsman deixou a Vale um mês após o desastre de Brumadinho. A tragédia, que envolveu o rompimento de uma barragem, deixou 270 pessoas mortas.
Na Vale, o executivo trabalhou num plano de redução da dívida líquida. Quando assumiu a companhia, 2017, o executivo afirmou que sua meta era reduzir a dívida de US$ 21 bilhões para US$ 10 bilhões. Isso seria feito com a venda de ativos ligados a mineração de ferro.
A troca de comando não implica em mudança na estratégia da companhia, que deve seguir com o plano de redução da alavancagem e da dívida financeira, hoje na casa dos R$ 42 bilhões. A relação dívida líquida/Ebitda está em 3,5x, patamar que é considerado elevado.
Neste sentido, a CSN Cimentos pode ser colocada à venda. Segundo fontes do mercado, empresas chinesas e brasileiras já demonstraram interesse na companhia. O negócio pode movimentar cerca de R$ 12 bilhões – o que significaria um reforço importante para o caixa da CSN.
Outro braço à venda é o de infraestrutura. Neste, a CSN pretende movimentar entre R$ 16 bilhões e R$ 21 bilhões no bruto. Menos da metade desse valor deve chegar até o caixa da companhia. Essa redução se dá porque a companhia pretende negociar apenas uma participação minoritária.
Enquanto não negocia ativos, a CSN tenta se virar da forma que dá. A companhia contraiu no começo do ano um empréstimo de US$ 1,4 bilhão atrelada a taxa de juros americana com acréscimo de 6%. Uma aposta arriscada em um cenário de juro alto – e com perspectivas pessimistas.
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