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Os retalhos de um IPO da Shein
Publicado 01/09/2026 • 12:32 | Atualizado há 58 minutos
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Publicado 01/09/2026 • 12:32 | Atualizado há 58 minutos
Wikipedia Commons
Fachada da Shein
Um IPO furado. Essa talvez possa ser a definição da abertura de capital da Shein. A varejista digital realizou sua oferta pública de ações na Bolsa de Hong Kong na terça-feira, com números frustrantes. A operação fez a empresa levantar US$ 1,7 bilhão e ser avaliada em US$ 26 bilhões.
Os números, ainda que grandiosos, são bem menores do que aqueles que a Shein sonhava quando a companhia estava no auge. Isso aconteceu durante a pandemia, quando a empresa se tornou a queridinha do mercado de moda — e inimiga íntima das varejistas tradicionais.
Em 2022, após diversas rodadas de financiamento privado, que incluíram nomes como General Atlantic, Tiger Global e Sequoia Capital na lista dos investidores, a Shein estava avaliada em cerca de US$ 100 bilhões. Quase quatro vezes mais do que o valor de mercado atual.
Os problemas da Shein começaram no ano seguinte, quando a companhia começou a encontrar problemas em sua futura operação de abertura de capital. O plano era fazer o IPO nos Estados Unidos, onde a companhia estaria exposta à principal bolsa de valores global.
As tensões entre Estados Unidos e China jogaram contra esse planejamento. Outra chinesa, a ByteDance, dona do TikTok, estava sendo investigada por um suposto repasse de dados de usuários americanos ao governo chinês. O temor era que o mesmo pudesse acontecer com a Shein.
Essas tensões já afetavam o valor de mercado privado da Shein, que era reduzido para uma faixa entre US$ 70 bilhões e US$ 90 bilhões.
Não bastasse isso, a companhia começou a enfrentar problemas em seu próprio quintal. Autoridades chinesas investigavam a operação por preocupações ligadas à segurança e ao uso de dados.
A Shein chega ao mercado aberto pressionada por uma operação refém de tarifas que atrapalham suas vendas. O lucro líquido, que somou US$ 2 bilhões no ano passado, é 42% menor do que o registrado um ano antes — resultado de margens mais comprimidas pelo aumento de custos.
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