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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

Como a Petrobras ajudou a Braskem na recuperação extrajudicial

Publicado 24/08/2026 • 16:25 | Atualizado há 1 hora

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

Braskem

A Braskem vai tentar renegociar sua dívida. E a Petrobras vai ajudar.

Com um passivo superior a R$ 54 bilhões e alavancagem de 6,74x na relação dívida/Ebitda, a Braskem ingressou na Justiça com um pedido de recuperação extrajudicial.

Isso significa que a companhia pretende apresentar aos seus credores um plano para pagar a dívida. A proposta será apresentada num período de 90 dias após a homologação judicial.

Como não tem capacidade de honrar a dívida no valor e prazo atuais, a empresa deve apresentar uma proposta com desconto no passivo e cujo prazo de pagamento será esticado. Um período de carência também poderá ser debatido.

A Braskem terá um prazo de 90 dias após a homologação do pedido para concluir e formalizar a proposta aos credores, que em sua maioria são os bancos BNDES, Banco do Brasil, Itaú, Bradesco e Santander.

A tendência é de que a proposta apresentada atenda às necessidades de ambas as partes, já que a Braskem passou os últimos meses em negociações com seus credores.

Antes da recuperação extrajudicial, a companhia havia falhado em convencer os bancos a autorizarem a quitação da dívida somente após um extenso prazo de carência. A Braskem havia proposto 30 meses para o início do pagamento dos juros da dívida e 60 meses para o abatimento do principal.

Especula-se no mercado que os credores não estariam convencidos de que a IG4 Capital, gestora que em junho assumiu o comando da Braskem, poderia lidar com a situação do endividamento.

A Petrobras teria feito os credores mudarem de ideia. Meses atrás, a petroleira fechou com a Braskem uma nova linha de crédito para que a companhia conseguisse adquirir nafta e pudesse aumentar a produção de polietileno. A Petrobras, vale lembrar, é a principal fornecedora de insumos da Braskem.

O voto de confiança da Petrobras na Braskem foi bem-visto no mercado. Vale lembrar que a estatal detém 47% das ações da Braskem com direito a voto e 36,1% do capital total da companhia.

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