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Plano de Negócios Rodrigo Loureiro

O que explica a queda das ações da Petrobras?

Publicado 07/08/2026 • 15:31 | Atualizado há 1 hora

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Rodrigo Loureiro

Rodrigo Loureiro é jornalista especializado em economia e com experiência nos principais veículos do Brasil. Além de comandar esta coluna, é analista de mercado nos principais programas do Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC.

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A Petrobras divulgou um balanço forte no segundo trimestre de 2026. O lucro da estatal atingiu R$ 52,4 bilhões, praticamente o dobro do registrado no mesmo período do ano passado. O Ebitda ajustado ficou em R$ 93,8 bilhões. Números robustos que poderiam fazer as ações subirem.

Não foi o que aconteceu. Ou, pelo menos, essa esperança durou muito pouco. Depois de abrirem com alta de mais de 1%, os papéis da estatal passaram a operar em queda. Por volta das 15h, as ações PETR4, que se referem ao papel preferencial, caiam 2,40% no pregão. 

O mau humor do mercado não está relacionado ao balanço financeiro, mas às declarações de executivos que acompanharam os números. Em especial, um pronunciamento a respeito da distribuição do lucro aos acionistas.

Durante a teleconferência desta sexta-feira (7), a Petrobras informou que considera a distribuição de dividendos extraordinários “muito pouco provável”. Esse cenário desanimou o mercado, que esperava que a companhia poderia fazer a distribuição adicional devido ao lucro atípico.

A justificativa é de que os preços do petróleo brent que subiram de forma agressiva no 2T26 e impulsionaram os resultados podem não ter o mesmo comportamento daqui pra frente. Com o arrefecimento do conflito entre EUA e Irã, o preço do combustível caiu.

O dividendo extraordinário não é obrigatório. As companhias distribuem uma parcela adicional do lucro quando o resultado vem muito acima do esperado ou quando não há planos para investimento de curto prazo. No caso da Petrobras, o primeiro cenário fortaleceu a narrativa.

O problema é que dentro da Petrobras o consenso é de que a distribuição regular de dividendos e juros sobre capital próprio foi suficiente. Em termos de números, o montante foi robusto: R$ 18,7 bilhões, o que representa 45% do fluxo de caixa livre.

Mas o mercado quer sempre mais. E, às vezes, fica frustrado.

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