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O CEO que foi expulso da Uber está de volta – e agora mirando o céu
Publicado 06/08/2026 • 11:38 | Atualizado há 2 meses
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Publicado 06/08/2026 • 11:38 | Atualizado há 2 meses
Travis Kalanick deixou a Uber de forma conturbada em 2017, após uma série de escândalos e pressão de investidores para que renunciasse ao cargo de CEO.
Agora, quase uma década depois, ele se prepara para de certa forma voltar a empresa que ajudou a criar. Mas não diretamente e muito menos no cargo de CEO, hoje ocupado por Dara Khosrowshahi, seu sucessor. Comendo pelas beiradas, Kalanick quer voltar ao mercado mobilidade da Uber nos céus.
À frente da Atoms, empresa de robótica e inteligência artificial, o empresário fechou uma parceria com a Joby Aviation, fabricante de eVTOLs (aeronaves elétricas de decolagem e pouso vertical). Popularmente, são o que o mercado pode chamar de "carros voadores".
Kalanick não foi demitido da Uber. A saída aconteceu por uma renúncia – bastante forçada pelas circunstâncias em que o executivo se encontrava. Acionistas majoritários exigiram o afastamento do CEO para estancar a crise de imagem que a companhia enfrentava.
Entre as polêmicas de sua gestão destaque para as uma série denúncias de funcionárias sobre assédio sexual e cultura organizacional machista dentro da companhia. Kalanick ainda colecionou episódios embaraçosos que envolveram o próprio executivo, como uma filmagem em que ele discute com um dos motoristas do aplicativo.

A Atoms será responsável por desenvolver a infraestrutura e a tecnologia de inteligência artificial dos chamados vertiportos: espaços onde essas aeronaves poderão pousar, decolar, recarregar as baterias e embarcar passageiros, funcionando como uma espécie de aeroporto em miniatura integrado ao transporte urbano.
A ideia é conectar os táxis aéreos da Joby a outros modais, como os robotáxis, criando uma rede de mobilidade integrada.
A Uber tentou entrar no mercado de eVTOLs há alguns anos. Em 2018, realizou um evento pomposo em Los Angeles para anunciar parcerias com fabricantes dessas aeronaves. Inclusive com a Embraer. O projeto, porém, foi abandonado em 2020.
Quem assumiu às rédeas foi a própria Joby, que comprou toda a divisão Uber Elevate. O acordo resultou em um investimento de US$ 75 milhões feito pela Uber na Joby e uma parceria para integrar os serviços diretamente no aplicativo da companhia no futuro.
Esse não é o único laço entre a Uber e Kalanick. A empresa de aplicativo é também uma das investidoras da própria Atoms, que em seu último round recebeu US$ 1,7 bilhão em aporte liderado pela gestora Andreessen Horowitz. A Uber entrou com US$ 100 milhões.
Ao contrário do que a Uber tentou fazer parecer anos atrás, a história de Kalanick na companhia não acabou. Talvez só tenha dado um pit stop.
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