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Bitcoin acima de US$ 70 mil reflete maturidade regulatória global, avalia especialista
Publicado 08/04/2026 • 23:20 | Atualizado há 5 meses
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Publicado 08/04/2026 • 23:20 | Atualizado há 5 meses
KEY POINTS
A recuperação do Bitcoin para o patamar de US$ 70.000 (R$ 356 mil) sinaliza um novo grau de maturidade dos ativos digitais, impulsionado por avanços regulatórios no Brasil e nos Estados Unidos, disse Carlos Akira Sato, diretor da Brix Ativos Digitais, em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC.
Ele destacou que as recentes mudanças políticas em Washington renovaram o otimismo do setor: “O governo do Trump revogou uma medida da gestão Biden que acabava regulando por meio de fiscalização e deu uma esperança de que os Estados Unidos editem uma regulação completa. O Bitcoin se comportou bem durante as últimas semanas de conflito, o que mostra um grau de maturidade para ativos virtuais nesse momento da economia”, afirmou.
Um dos pilares dessa nova fase é a segregação patrimonial, regra que impede a mistura entre os fundos dos clientes e o caixa das corretoras, protegendo o consumidor em casos de insolvência. Segundo o especialista da Brix Ativos Digitais: “O ativo do consumidor não se confunde com o patrimônio da corretora. No episódio da quebra da FTX, os investidores do Japão ficaram protegidos porque o país já determinava a segregação, enquanto no Brasil nossa regulamentação atual também já garante essa segurança”.
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Siga o Times | CNBCSobre a possível taxação de stablecoins com IOF de 3,5%, o diretor acredita que a eficiência tecnológica desses ativos deve prevalecer sobre o custo tributário. “A stablecoin trouxe uma grande eficiência ao mercado, sendo muito mais veloz que o padrão Swift nas transações internacionais. O IOF é uma discussão relevante, mas quando olhamos para a segurança e agilidade que um ativo digital programável oferece, essa tributação torna-se uma questão lateral”, analisou.
A tokenização de ativos reais (RWA) também surge como uma oportunidade bilionária para democratizar o acesso ao mercado de capitais no Brasil, permitindo investimentos com valores baixos. Conforme explicou o diretor: “A tokenização aproxima o investidor comum de produtos sofisticados, permitindo tickets iniciais a partir de R$ 10. O Brasil está na vanguarda porque temos reguladores como CVM e Banco Central que, em nenhum momento, bloquearam a inovação, dando incentivos para o surgimento desse mercado”.
Com a consolidação dessas normas, o setor de criptoativos deixa de ser visto apenas como especulativo para se integrar à infraestrutura financeira tradicional. “Hoje, o Brasil é um dos países que não só está entre os maiores do mundo em utilização de ativos tokenizados, mas também possui um regulador que edita normas que favorecem e dão segurança para o crescimento sustentável do setor”.
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