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Bitcoin cai abaixo de US$ 67 mil e mercado passa a testar confiança no papel do criptoativo

Publicado 05/02/2026 • 13:38 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Bitcoin perde suporte e cai abaixo de US$ 67 mil
  • Criptomoedas ampliam perdas com saída de investidores institucionais
  • Mercado questiona função do bitcoin como reserva de valor
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O Bitcoin caiu abaixo de US$ 67 mil nesta quinta-feira (5), intensificando um movimento de venda que vem se acumulando ao longo das últimas semanas e ampliando o debate sobre a função do criptoativo como reserva de valor em um ambiente de maior aversão a risco.

Bitcoin rompe suporte e acelera perdas

A quebra do patamar de US$ 70 mil, visto por analistas como um nível psicológico relevante, desencadeou uma aceleração das vendas. Com isso, o bitcoin atingiu o menor nível desde novembro de 2024 e passou a acumular queda de cerca de 20% apenas nesta semana.

Desde o pico registrado em outubro do ano passado, quando superou US$ 126 mil, o ativo já perdeu aproximadamente 47% do valor de mercado.

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Confiança no bitcoin como reserva de valor enfraquece

O movimento ocorre em meio a uma reavaliação mais ampla da utilidade do bitcoin. O criptoativo, frequentemente promovido como “ouro digital”, proteção contra inflação e alternativa às moedas fiduciárias, tem apresentado comportamento semelhante ao de ativos de risco tradicionais.

Em momentos recentes de tensão geopolítica e incerteza macroeconômica, o bitcoin acompanhou a direção de mercados acionários, sem demonstrar correlação defensiva consistente.

Para a economista Marion Laboure, do Deutsche Bank, o fluxo vendedor indica perda de interesse por parte de investidores tradicionais e aumento do pessimismo em relação ao mercado cripto.

Bitcoin passa a ficar para trás em relação ao ouro

O desempenho relativo também reforça a mudança de percepção. Enquanto o bitcoin recua cerca de 30% em 12 meses, o ouro acumula valorização próxima de 68% no mesmo período, ampliando a diferença entre os dois ativos frequentemente comparados.

Outras criptomoedas ampliam quedas

O movimento de aversão ao risco não se limita ao bitcoin. O ether registra queda superior a 20% na semana, caminhando para o pior desempenho semanal desde 2022. O XRP e outros tokens de maior liquidez também acumulam perdas expressivas no período.

US$ 70 mil vira divisor técnico

Analistas apontam que a perda consistente do nível de US$ 70 mil pode abrir espaço para um novo ajuste. James Butterfill, chefe de pesquisa da CoinShares, avalia que, caso o mercado não consiga recuperar esse patamar, o bitcoin pode buscar a faixa entre US$ 60 mil e US$ 65 mil.

Liquidações e queda de ações pressionam o mercado

O cenário é agravado por liquidações forçadas no mercado de derivativos. Dados do setor indicam que mais de US$ 2 bilhões em posições compradas e vendidas em criptomoedas foram liquidadas ao longo da semana, ampliando a volatilidade.

A pressão também acompanha a fraqueza recente das ações de tecnologia nos Estados Unidos, reduzindo o apetite por ativos de maior risco.

Institucionais passam de suporte a fator de pressão

Relatórios recentes indicam reversão no fluxo institucional. Segundo a CryptoQuant, fundos negociados em bolsa nos Estados Unidos, que haviam sido compradores líquidos de bitcoin no início de 2025, passaram a registrar vendas em 2026.

O bitcoin também rompeu sua média móvel de 365 dias pela primeira vez desde 2022, sinal técnico que, historicamente, antecedeu períodos mais prolongados de correção.

Mercado passa a olhar liquidez, não narrativa

Para Maja Vujinovic, CEO de ativos digitais da FG Nexus, o mercado deixou de negociar expectativas e passou a reagir de forma direta aos fluxos de capital e à liquidez disponível.

Com isso, o desempenho do bitcoin segue cada vez mais condicionado ao ambiente financeiro global, reforçando a transição do criptoativo de narrativa alternativa para ativo sensível às mesmas forças que afetam mercados tradicionais.

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