Circle solicita IPO à medida que mercados se abrem para criptomoedas
Publicado 02/04/2025 • 10:07 | Atualizado há 1 dia
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Publicado 02/04/2025 • 10:07 | Atualizado há 1 dia
KEY POINTS
Foto: Pixabay
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A Circle, empresa responsável pela stablecoin USDC, entrou com um pedido de oferta pública inicial (IPO) e planeja listar suas ações na Bolsa de Valores de Nova York.
O prospecto, arquivado na Comissão de Valores Mobiliários dos EUA (SEC) nesta terça-feira, estabelece as bases para a tão esperada entrada da Circle nos mercados públicos.
O JPMorgan Chase e o Citigroup atuam como principais subscritores da oferta, e a empresa busca uma avaliação de até US$ 5 bilhões. As ações serão negociadas sob o símbolo CRCL.
Essa é a segunda tentativa da Circle de abrir capital. Uma fusão anterior com uma empresa de aquisição de propósito específico (SPAC) fracassou no final de 2022 devido a desafios regulatórios.
Desde então, a Circle adotou estratégias para se aproximar do centro das finanças globais, incluindo o anúncio, no ano passado, da mudança de sua sede de Boston para o One World Trade Center, em Nova York.
A Circle reportou uma receita e renda de reservas de US$ 1,68 bilhão em 2024, um aumento em relação aos US$ 1,45 bilhão de 2023 e aos US$ 772 milhões de 2022. O lucro líquido da empresa no ano passado foi de cerca de US$ 156 milhões, uma queda em relação aos US$ 268 milhões do ano anterior.
Um IPO bem-sucedido tornaria a Circle uma das empresas cripto mais proeminentes a listar suas ações em uma bolsa de valores dos EUA.
A Coinbase abriu capital por meio de uma listagem direta em 2021 e atualmente possui uma capitalização de mercado de aproximadamente US$ 44 bilhões.
A Circle tentará entrar no mercado de ações em um momento volátil para as empresas de tecnologia, com o Nasdaq registrando sua maior queda trimestral desde 2022.
O mercado de IPOs de tecnologia tem estado praticamente parado nos últimos três anos, embora alguns sinais de recuperação tenham surgido. Recentemente, empresas como o banco digital Klarna, a empresa de saúde digital Hinge Health e o marketplace de ingressos StubHub entraram com pedidos de IPO.
Na semana passada, a provedora de infraestrutura de inteligência artificial CoreWeave realizou o maior IPO de uma empresa de tecnologia apoiada por venture capital nos EUA desde 2021. No entanto, a empresa reduziu a oferta e suas ações tiveram dois dias de negociação decepcionantes antes de se recuperarem na terça-feira.
A Circle é mais conhecida por ser a emissora do USD Coin (USDC), a segunda maior stablecoin do mundo em capitalização de mercado.
Atrelado um a um ao dólar americano e lastreado por dinheiro e títulos do Tesouro de curto prazo, o USDC tem cerca de US$ 60 bilhões em circulação, representando aproximadamente 26% da capitalização total de mercado das stablecoins, atrás dos 67% dominados pelo Tether.
No entanto, a capitalização do USDC cresceu 36% este ano, em comparação com um crescimento de apenas 5% do Tether. A entrada da Circle no mercado de ações reflete um momento de otimismo para a indústria cripto, que tem recebido mais apoio político sob uma administração dos EUA mais favorável às criptomoedas.
Especificamente, o setor de stablecoins tem ganhado força por haver uma crescente confiança de que o Congresso dos EUA aprovará e implementará sua primeira legislação voltada para stablecoins ainda este ano. O presidente Donald Trump afirmou que espera que os legisladores enviem o projeto de lei sobre stablecoins para sua assinatura antes do recesso de agosto do Congresso.
O crescimento das stablecoins pode ter implicações significativas para corretoras cripto como Robinhood e Coinbase, à medida que esses ativos se tornam uma parte cada vez maior do comércio de criptomoedas e das transferências internacionais.
A Coinbase também tem um acordo com a Circle para dividir 50% da receita gerada pelo USDC, e o CEO da Coinbase, Brian Armstrong, afirmou em sua última teleconferência de resultados que a empresa tem como “meta ambiciosa tornar o USDC a stablecoin número um do mercado”.
O mercado de stablecoins cresceu cerca de 11% até agora este ano e aproximadamente 47% nos últimos 12 meses, tornando-se uma parte “sistemicamente importante” do setor cripto, segundo a Bernstein.
Historicamente, os ativos digitais dessa categoria são usados para negociação e como colateral em finanças descentralizadas (DeFi), e investidores acompanham de perto sua movimentação para avaliar demanda, liquidez e atividade no mercado.
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Este conteúdo foi fornecido pela CNBC Internacional e a responsabilidade exclusiva pela tradução para o português é do Times Brasil.
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