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BlackRock lança ETF de Ethereum com staking e abre mercado para investidor institucional
Publicado 12/03/2026 • 13:46 | Atualizado há 1 mês
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Publicado 12/03/2026 • 13:46 | Atualizado há 1 mês
KEY POINTS
Produto permite exposição ao preço do ativo e recebimento de rendimentos da rede; fundo já existente da gestora acumula US$ 6,5 bilhões e taxa de administração é de apenas 0,12%
A BlackRock, maior gestora de ativos do mundo, lançou um ETF de Ethereum com staking, produto que combina exposição ao preço do ativo com o recebimento de rendimentos gerados pela própria rede. O fundo começou a ser negociado nesta quinta-feira nos Estados Unidos e também está acessível a brasileiros por meio de plataformas de investimentos internacionais.
O movimento reforça a institucionalização do mercado de criptomoedas ao integrar um mecanismo nativo do protocolo do Ethereum a um instrumento financeiro tradicional negociado em bolsa.
Para entender o produto, é preciso entender o que é staking. Em 2022, a rede Ethereum migrou do modelo de mineração, que consome grandes quantidades de energia, para um sistema chamado proof of stake. Nesse modelo, os chamados validadores travam seus Ethers na rede para garantir seu funcionamento e sua segurança e recebem recompensas por isso.
“É uma lógica muito parecida com os investimentos tradicionais de renda passiva. Quanto mais os validadores tiverem bloqueados na rede, mais recompensas recebem por esse serviço”, explicou Rita Vu, CEO da Distru e especialista em tecnologia, em entrevista ao Real Time, do Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC. “Diferente do que acontece no mercado tradicional, no caso da rede Ethereum isso é by design, é do próprio protocolo. Não é uma decisão de um banco ou de um governo.”
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A BlackRock já operava um ETF de Ethereum sem staking, que acumula cerca de US$ 6,5 bilhões em ativos. O produto existente oferece exposição ao preço do Ether, mas não repassava os rendimentos gerados pelo staking aos cotistas.
A nova versão muda isso. “O que a BlackRock está fazendo é pagar para os clientes conforme ela está recebendo, mensalmente, da mesma forma que é possível receber dividendos em renda variável ou juros em renda fixa”, explicou Rodrigo Batista, CEO da Token DGTA, também em entrevista ao canal.
A taxa de administração do novo fundo é de 0,12%, considerada baixa para o segmento.
Para Batista, o grande salto do produto é operacional. Fundos institucionais que queriam fazer staking precisavam acessar diretamente a rede do Ethereum, adaptar sistemas internos para receber os rendimentos e lidar com questões de custódia, liquidez e tributação de forma independente.
Com o ETF, tudo isso passa a funcionar dentro de uma estrutura já conhecida. “Aqueles fundos que gostam de receber fluxos de caixa mensais passam a ter uma opção dentro do mundo cripto. Até agora não existia essa alternativa”, disse.
O especialista citou o caso de um family office do Nordeste que o procurou recentemente querendo investir em Bitcoin. A orientação foi começar pelos ETFs justamente por essa familiaridade operacional. “É uma vantagem gigantesca para esses grandes investidores.”
Atualmente, a alocação de investidores institucionais em criptoativos fica entre 1% e 2% do portfólio. A expectativa da BlackRock é que esse percentual cresça com a chegada de produtos como esse, que aproximam o mercado cripto das estruturas já dominadas pelos grandes gestores.
“A gente está nos dias iniciais dessa integração do mundo cripto com o mundo das finanças tradicionais, mas esse é um passo bem grande”, disse a própria BlackRock em comunicado divulgado com o lançamento.
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