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De Singapura à Índia: como as stablecoins movimentam bilhões e transformam o varejo

Publicado 29/01/2026 • 06:36 | Atualizado há 2 horas

A adoção de stablecoins na Ásia deixou de ser uma promessa técnica para se tornar parte do cotidiano de países como China, Singapura e Índia. Diferente do sistema bancário tradicional, marcado por altas taxas e lentidão, esses ativos digitais permitem transações internacionais instantâneas e com custos reduzidos, preenchendo uma lacuna de eficiência que as instituições financeiras convencionais ainda não conseguiram alcançar.

O grande diferencial das stablecoins é a estabilidade, já que são lastreadas em ativos como o dólar americano ou ouro. Especialistas apontam que a clareza regulatória em grandes centros como Singapura e Hong Kong foi o gatilho para a construção de novos negócios.

Enviar dinheiro hoje através dessas moedas digitais tornou-se um processo tão simples e contínuo quanto o envio de um e-mail, disponível 24 horas por dia.

No setor de remessas, os números são impressionantes: a Índia recebeu US$ 129 bilhões (aproximadamente R$ 672 bilhões, na cotação atual) do exterior em 2024, consolidando-se como um dos maiores mercados globais.

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Singapura também se destaca, processando quase um bilhão em pagamentos de cripto no segundo trimestre de 2024. Marcas de moda e hotéis de luxo já aceitam ativos como USDT e USDC, visando consumidores que valorizam a privacidade e a flexibilidade.

A integração em “super aplicativos” como Grab e WeChat é vista como a chave para a adoção em massa. Nessas plataformas, usuários podem carregar suas carteiras digitais para evitar a volatilidade cambial.

Em economias emergentes com histórico de hiperinflação, as stablecoins surgem como uma reserva de valor segura, oferecendo uma alternativa de confiança para populações que desconfiam de seus bancos centrais.

Enquanto na Ásia o foco é o fluxo de mercadorias e pessoas, na América Latina a motivação é a proteção contra moedas fracas. Em países como Argentina e Bolívia, o uso de stablecoins cresce como substituto às moedas locais desvalorizadas.

Embora com realidades distintas, o fenômeno é global: a tecnologia está redesenhando o paradigma financeiro e caminha para uma integração total com o dia a dia da economia mundial.

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