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Venda de investidores de longo prazo não ameaça ciclo de alta do Bitcoin; entenda por que

Publicado 08/06/2026 • 10:58 | Atualizado há 2 horas

KEY POINTS

  • Investidores de longo prazo estão realizando lucros após novas máximas do Bitcoin, mas movimento é visto como parte natural dos ciclos do mercado.
  • Apesar da correção recente, Bitcoin mantém liderança no mercado cripto e continua atraindo demanda de investidores institucionais.
  • Expectativas para os juros nos Estados Unidos e o cenário geopolítico devem seguir influenciando o comportamento da criptomoeda.

A realização de lucros por investidores de longo prazo após a renovação das máximas do Bitcoin não representa, necessariamente, um sinal de enfraquecimento do mercado, avalia Denis Cavale, gerente de desenvolvimento de negócios da BingX. Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC nesta segunda-feira (8), ele afirmou que o movimento faz parte da dinâmica cíclica da criptomoeda e reflete uma mudança de perfil entre os detentores do ativo.

Segundo o executivo, o Bitcoin passou por diferentes fases ao longo de sua trajetória, migrando de mineradores para investidores de longo prazo e, mais recentemente, para participantes institucionais, impulsionados pelo avanço da regulamentação do setor.

“A gente vê muito essa questão da mudança de mãos. Tem muita gente brigando por ele”, afirmou. Para Cavale, a venda de parte das posições após a valorização recente é um comportamento natural em um mercado marcado por ciclos e elevada volatilidade.

Às 10h56 (Brasília) desta segunda-feira (8), o Bitcoin era negociado a US$ 63.670, em alta de 3,92%. No fim de semana, a criptomoeda chegou a ficar abaixo dos US$ 60.000.

Movimento cíclico

O executivo destacou que o Bitcoin costuma acompanhar movimentos observados em outros ativos de risco durante períodos de maior aversão dos investidores. “Todos os grandes ativos caíram na última semana. Caíram ações, índices, commodities e small caps. O Bitcoin caiu, mas já começou a se recuperar porque mais gente quer migrar para ele”, disse.

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Na avaliação de Cavale, essa volatilidade não compromete a tese de longo prazo da criptomoeda. “Eu vejo como um movimento saudável. O Bitcoin sempre passa por esses ciclos”, ressaltou.

Liderança mantida

Questionado sobre uma possível migração de investidores para outras criptomoedas, o executivo afirmou que o Bitcoin continua dominando o mercado e, em momentos de incerteza, tende até mesmo a ganhar participação.

Segundo ele, a criptomoeda responde atualmente por cerca de 58% da dominância do mercado de ativos digitais.

“Quando há crises, as pessoas saem das altcoins e voltam para o Bitcoin”, explicou. Ele acrescentou que o tradicional movimento de valorização das criptomoedas alternativas, conhecido como ‘altseason’, ainda não ocorreu neste ciclo de alta.

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Papel das stablecoins

Cavale também destacou o crescimento das stablecoins, criptomoedas atreladas a ativos como o dólar, como instrumento de proteção e de integração entre o sistema financeiro tradicional e o mercado digital. “As stablecoins são a ponte entre o mercado real e o virtual”, afirmou.

Segundo ele, cada vez mais instituições financeiras utilizam esses ativos em operações de tesouraria e transferências, o que contribui para ampliar a adoção do mercado cripto. “Muitos bancos estão fazendo tesouraria com stablecoins. Vejo isso como um passo importante para aumentar a adesão às criptomoedas”, disse.

Olho no Fed

Para os próximos dias, o executivo recomenda atenção especial aos indicadores econômicos dos Estados Unidos e às decisões de política monetária do Federal Reserve.

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Na avaliação dele, a percepção de que os juros americanos podem permanecer elevados por mais tempo reduziu temporariamente o apetite por ativos de maior risco, incluindo o Bitcoin.

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“O mercado agora trabalha com a possibilidade de que o Fed não reduza mais as taxas de juros devido à força da economia americana”, afirmou.

Apesar desse cenário, Cavale acredita que a demanda pela criptomoeda continua sólida. “Quando o preço cai, muita gente entende que o Bitcoin ficou barato e volta a comprar”, concluiu.

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