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DECISÃO 2026: Campanha de Lula levará denúncias contra Meta à OEA e a observadores internacionais
Publicado 14/10/2026 • 17:47 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 14/10/2026 • 17:47 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Foto: AFP
As suspeitas de interferência eleitoral atribuídas à Meta serão levadas pela campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) à Organização dos Estados Americanos (OEA), à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) e a observadores internacionais. O anúncio foi feito nesta quarta-feira (14) pelo senador Camilo Santana (PT-CE), coordenador da campanha à reeleição.
A equipe de Lula questiona restrições no funcionamento e na visualização de publicações nas redes sociais controladas pela empresa. Também acusa a ferramenta de inteligência artificial da Meta de atender a pedidos de cartazes para o senador Flávio Bolsonaro (PL), candidato à Presidência, mas recusar solicitações semelhantes envolvendo o petista.
Leia também: Campanha de Lula acusa Meta de tratar candidatos de forma diferente e leva caso ao TSE
“Não podemos admitir essa interferência que está ocorrendo aqui com as big techs, principalmente com a Meta, nestas eleições”, declarou Camilo. O senador afirmou que a campanha já adotou medidas judiciais e pediu providências ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).
Entre os episódios relatados, a campanha aponta que uma busca pelo grupo “Exército de Lula” no WhatsApp sugere aos usuários o grupo bolsonarista “Tropa do Flávio”. A coordenação petista considera o episódio parte das irregularidades que pretende apresentar às autoridades.
Camilo também cobrou uma postura mais rigorosa do TSE diante das denúncias. Segundo o senador, a Meta reconhece a ocorrência de falhas técnicas, mas não oferece a transparência solicitada pela campanha sobre o funcionamento das plataformas.
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Siga o Times | CNBCLeia também: Meta atribui queda no alcance de Lula a falhas técnicas e nega favorecer Flávio Bolsonaro
“A gente está tomando várias medidas importantes, medidas na área judicial, junto ao TSE, e pedindo que o TSE tome as medidas cabíveis e as providências em relação a isso”, disse. “Nós não podemos desequilibrar essa eleição, ela precisa ser imparcial em relação a isso”, acrescentou.
A campanha convidou observadores internacionais que acompanham as eleições brasileiras para uma reunião na qual pretende expor as acusações contra a Meta. As denúncias também serão encaminhadas à OEA e à ANPD, conforme anunciou o coordenador.
Nesta quarta-feira, integrantes da campanha participaram de um encontro com parlamentares e representantes políticos de 12 países para discutir o assunto. O relato cita Espanha, Reino Unido, Argentina, Chile, Colômbia, Estados Unidos, Guatemala, Honduras, Moçambique, Uruguai e Venezuela.
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A equipe de Lula informou ainda que divulgará até o fim desta quarta-feira (14) uma nota à imprensa reunindo os indícios que atribui à Meta. A campanha pretende compartilhar as acusações por diferentes canais.
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