Siga o Times Brasil - Licenciado Exclusivo CNBC no
Relação com China deve superar ideologia após eleição
Publicado 06/10/2026 • 16:38 | Atualizado há 55 minutos
Fim da novela: Paramount conclui a fusão de US$ 110 bilhões com a Warner Bros. para formar a Skydance
Meta Muse impulsiona AMD à medida que o avanço da IA migra para agentes pessoais
Preços do diesel devem permanecer altos até 2027 nos EUA, enquanto refinarias lutam para atender à demanda, aponta Goldman Sachs
Trump diz que pagará anúncios de TV que o elogiam e foram financiados pelo governo
CEO da Nokia afirma que data centers seriam construídos “duas vezes mais rápido” sem restrições de fornecimento
Publicado 06/10/2026 • 16:38 | Atualizado há 55 minutos
KEY POINTS
A relação econômica do Brasil com a China tende a se sobrepor a eventuais divergências ideológicas após a eleição presidencial, independentemente de quem vencer o segundo turno. A avaliação é de Marcus Vinicius de Freitas, professor de Direito e Relações Internacionais.
Em entrevista ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Freitas afirmou que o peso chinês no comércio e nos investimentos brasileiros exige uma política externa orientada pelo pragmatismo e pelos interesses de longo prazo do país.
“A expectativa é de que a questão ideológica assuma um papel secundário diante dos interesses do Brasil no longo prazo e dos interesses do país, não só neste ciclo eleitoral, mas nas próximas décadas”, disse.
Segundo o professor, o cenário internacional atravessa um período de transformação marcado pela ascensão da China e pelo declínio relativo dos Estados Unidos, movimento que deveria ser considerado pelo próximo governo brasileiro.
Leia também: China diz que “opiniões divergentes”, impulsionadas pelos EUA, contribuíram para a falta de consenso no G20
“Seria equivocado nós tomarmos medidas que não levem em consideração esta movimentação global”, ressaltou.
Freitas afirmou que Pequim tende a enxergar uma eventual troca de governo como parte do funcionamento das democracias ocidentais e espera que a relação bilateral continue avançando.
“A China olha com a expectativa de que haja uma prevalência do pragmatismo, uma vez que os Estados Unidos não têm as condições de assumir aquilo que a China representa hoje em dia economicamente para o Brasil”, explicou.
O professor destacou que a China responde por quase 30% das exportações brasileiras e mantém presença relevante como investidora no país. Na avaliação dele, esse peso econômico reduz o espaço para que divergências políticas determinem os rumos da relação.
A análise também considera uma eventual vitória de Flávio Bolsonaro e as diferenças ideológicas que poderiam surgir na relação com Pequim. Para Freitas, porém, os interesses econômicos brasileiros deveriam prevalecer sobre alinhamentos políticos.
Siga o Times | CNBC no Google e receba as principais notícias do Brasil e do Mundo.
Siga o Times | CNBCAo tratar dos Estados Unidos, Freitas ponderou que a proximidade entre Donald Trump e a família Bolsonaro não deveria levar o Brasil a concentrar sua estratégia externa nessa relação.
“Daqui a um mês, provavelmente, o presidente Trump se torna um pato manco como presidente dos Estados Unidos em razão das eleições de meio de mandato”, avaliou.
Segundo o professor, uma eventual perda do controle da Câmara dos Deputados poderia impor dificuldades à implementação da agenda de Trump durante os dois anos restantes de seu mandato.
“O Brasil apostar todas as fichas no relacionamento com um presidente que provavelmente será um pato manco e que tem mais dois anos de poder é algo temerário na questão dos interesses do país no longo prazo”, afirmou.
Freitas também avalia que há mais espaço para ampliar a relação econômica com a China. O país asiático, segundo ele, ainda tem um longo percurso de desenvolvimento e crescimento da renda per capita, abrindo novas possibilidades para o Brasil.
Para Freitas, o resultado do segundo turno não deveria alterar o princípio que orienta a atuação internacional brasileira.
“Não importa quem vai vencer a eleição. Não deve prevalecer a questão ideológica, mas aquilo que a gente chama de interesse do Brasil”, destacou.
Esse interesse, segundo o professor, passa por aumentar as exportações e obter ganhos tecnológicos nas relações comerciais, especialmente diante das transformações provocadas pela inteligência artificial.
“O interesse do Brasil nesta relação é crescer economicamente, fazer com que o mundo compre mais os seus produtos, mas que na relação comercial também haja ganhos em matéria de tecnologia e, principalmente, para os grandes desafios tecnológicos que vêm à frente, particularmente em razão da inteligência artificial”, concluiu.
🔷 Canal 562 ClaroTV+ | Canal 562 Sky | Canal 592 Vivo | Canal 187 Oi | Operadoras regionais
🔷 TV SINAL ABERTO: parabólicas canal 562
🔷 ONLINE: www.timesbrasil.com.br | YouTube
🔷 FAST Channels: Samsung TV Plus, LG Channels, TCL Channels, Pluto TV, Roku, Zapping | Novos Streamings
Maiores Audiências
1
DECISÃO 2026: Onda recorde da direita atropela adversários, conquista poder no Congresso e acende alerta no Supremo
2
Globo autoriza auditoria sobre relação de Luciano Huck com Daniel Vorcaro
3
Governo tenta aprovar fim da escala 6×1 no Senado nesta terça após avanço da oposição no 1º turno
4
Europa em alerta: o avanço de Flávio Bolsonaro, a sombra de Trump e a fragilidade do acordo UE-Mercosul
5
Casas Bahia corta estoque em 40% e reduz quadro em 4,6 mil pessoas