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Abimaq piora projeção e prevê queda de 8,4% nas vendas de máquinas em 2026
Publicado 01/09/2026 • 18:57 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/09/2026 • 18:57 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
A indústria brasileira de máquinas e equipamentos deverá enfrentar um desempenho mais fraco em 2026 do que o inicialmente previsto. A Abimaq, entidade que representa o setor, revisou de 3,2% para 8,4% a estimativa de queda nas vendas totais ao longo do ano. A revisão ocorre principalmente diante do impacto dos juros elevados sobre os investimentos e do avanço da concorrência de fabricantes chineses no mercado brasileiro.
No mercado interno, a expectativa de retração nas compras também foi ampliada. A projeção passou de uma queda de 3,6% para 7,7%. As exportações também apresentaram uma piora nas perspectivas.
Os Estados Unidos, principal destino das máquinas brasileiras e mercado afetado pelo tarifaço americano, são um dos fatores considerados na revisão. A previsão, que anteriormente indicava crescimento de 6,4% no faturamento em dólares, agora aponta para uma queda de 1,1%.
Durante a apresentação dos resultados referentes a julho, o presidente executivo da Abimaq, José Velloso, afirmou que o nível elevado das taxas de juros tem prejudicado diretamente as decisões de investimento das empresas. Segundo o executivo, o custo para financiar a aquisição de máquinas aumentou, enquanto a rentabilidade esperada dos investimentos produtivos diminuiu. Com isso, novos projetos acabam se tornando menos atrativos para as empresas.
“Com a taxa de juros muito elevada, além de o financiamento da máquina ficar mais caro, o investimento não se justifica”, afirmou Velloso.
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Siga o Times | CNBCAlém dos juros, a indústria nacional enfrenta dificuldades para competir com produtos fabricados na China. De acordo com Velloso, os preços praticados pelos concorrentes chineses estão abaixo dos valores que os fabricantes brasileiros conseguem oferecer.
O presidente executivo da Abimaq afirmou que há casos de produtos importados sendo vendidos no mercado brasileiro por valores inferiores ao próprio custo da matéria-prima utilizada para fabricar um produto nacional.
“Temos vários exemplos de produtos que estão sendo vendidos no nosso mercado a preços que não pagam a matéria-prima do produto brasileiro”, disse.
Entre os exemplos citados pelo executivo estão as pás eólicas, setor que também vem sentindo a pressão da concorrência chinesa.
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