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O que aconteceu com a Chilli Beans? Entenda a crise da empresa

Publicado 01/09/2026 • 19:30 | Atualizado há 1 hora

KEY POINTS

  • Dívida bruta da Chilli Beans chegou a R$ 290 milhões em 2024, segundo documentos obtidos pelo portal.
  • Chilli Beans nega discutir recuperação judicial e negocia com bancos prazos maiores e juros menores.
  • André Dela Togna assume a vice-presidência em outubro para apoiar Caito Maia na reorganização da empresa.
O que aconteceu com a Chilli Beans? Entenda a crise da empresa

Foto: divulgação

O que aconteceu com a Chilli Beans? Entenda a crise da empresa

A Chilli Beans enfrenta pressão financeira por causa do nível de endividamento, mas nega que esteja preparando um pedido de recuperação judicial. A empresa confirmou que mantém negociações avançadas com bancos credores para alongar os prazos de pagamento e reduzir os juros.

O cenário financeiro ganhou atenção após informações de que a varejista avaliava recorrer à recuperação judicial. A companhia contesta essa possibilidade e afirma que busca uma solução negociada com as instituições financeiras.

Ao mesmo tempo, a Chilli Beans anunciou uma mudança na administração. André Dela Togna assumirá a vice-presidência em 1º de outubro e terá participação operacional no processo de reorganização da empresa.

Leia também: Com dívidas, Chilli Beans nega recuperação judicial e anuncia novo vice-presidente

Chilli Beans negocia dívidas com bancos

A empresa não divulgou quanto está negociando atualmente com os bancos nem informou quais instituições participam das conversas.

Apesar disso, documentos obtidos pelo portal mostram que a dívida bruta da companhia aumentou nos últimos anos. O valor passou de R$ 216 milhões no fim de 2023 para R$ 290 milhões em 2024. O material referente ao último ano, contudo, não era auditado.

A pressão financeira também envolve uma emissão de debêntures realizada em fevereiro de 2025. Na ocasião, a Mustang 25 Participações, holding que concentra as operações do grupo, emitiu R$ 100 milhões em debêntures.

Meses depois, a situação envolvendo os compromissos financeiros se agravou. Em abril de 2026, a Vert Companhia Securitizadora convocou os debenturistas para deliberar sobre um possível vencimento antecipado da emissão.

A medida ocorreu depois que a Mustang não apresentou as demonstrações financeiras auditadas referentes a 2025. Posteriormente, a holding também recebeu uma notificação por falta de pagamento de uma parcela da dívida. Mesmo diante desse cenário, a Chilli Beans não apresentou um número atualizado sobre o total de seu endividamento.

Empresa nega possibilidade de recuperação judicial

A possibilidade de recuperação judicial veio a público após o NeoFeed informar que a Chilli Beans avaliava recorrer ao mecanismo e que documentos para um eventual pedido já estariam preparados para assinatura.

A empresa, porém, negou essa informação. Em posicionamento divulgado nesta segunda-feira (31), a varejista afirmou que não existe discussão sobre um eventual processo de recuperação judicial. Segundo a Chilli Beans, a alternativa em negociação é um acordo direto com os bancos credores. A empresa busca, principalmente, ampliar os prazos para quitar os compromissos e reduzir os juros.

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Assim, embora o nível de endividamento e os episódios envolvendo as debêntures indiquem pressão sobre a estrutura financeira, não há, segundo a companhia, uma decisão ou discussão sobre entrar com pedido de recuperação judicial.

Novo vice-presidente terá papel na reorganização

Enquanto negocia com os credores, a Chilli Beans também prepara mudanças na gestão. André Dela Togna assumirá a vice-presidência em 1º de outubro. O executivo terá uma função operacional e apoiará Caito Maia, fundador e atual CEO da companhia, no processo de reorganização em andamento.

Caito Maia permanecerá como CEO, mas pretende dedicar mais tempo ao relacionamento com clientes e franqueados. Dela Togna possui mais de duas décadas de experiência em gestão e transformação de empresas. Entre 2022 e 2023, ele comandou a Paquetá The Shoes Company, fabricante de calçados que havia entrado em recuperação judicial em 2019.

A chegada do executivo ocorre, portanto, em um momento em que a Chilli Beans tenta reorganizar sua estrutura enquanto mantém as negociações financeiras com os credores.

Leia também: Refit tem contas bloqueadas e administração afastada após Justiça decretar falência

Chilli Beans mantém previsão de crescimento

Apesar da pressão financeira, a empresa afirma que os negócios seguem apresentando desempenho positivo. A Chilli Beans projeta crescimento de 10% em 2026 e destacou os resultados obtidos no último Dia dos Pais, quando registrou, segundo a companhia, um desempenho recorde.

Além disso, a varejista prepara novos lançamentos relacionados a artistas e planeja parcerias com marcas de moda. A empresa também pretende desenvolver iniciativas regionais.

Dessa forma, a estratégia atual combina a renegociação dos compromissos financeiros com a continuidade das atividades comerciais. A Chilli Beans tenta aliviar a pressão sobre a dívida sem abandonar os planos de crescimento.

Por enquanto, portanto, o principal desafio está na negociação das dívidas e na reorganização financeira. A Chilli Beans nega discutir recuperação judicial e afirma que busca resolver a situação por meio de negociações com os bancos credores, enquanto mantém Caito Maia no comando e prepara André Dela Togna para assumir a vice-presidência.

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