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Motiva conclui venda de 20 aeroportos ao grupo mexicano Asur por R$ 12,21 bilhões
Publicado 01/09/2026 • 18:55 | Atualizado há 1 hora
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Publicado 01/09/2026 • 18:55 | Atualizado há 1 hora
KEY POINTS
Divulgação
A Motiva concluiu nesta terça-feira (1º) a venda de sua plataforma de 20 aeroportos para o mexicano Grupo Aeroportuario del Sureste (Asur). O valor final da operação chegou a R$ 12,211 bilhões, considerando o pagamento pelas ações e as dívidas vinculadas aos ativos.
Do total, R$ 5,187 bilhões correspondem à aquisição de 100% das ações da Companhia de Participações em Concessões (CPC), holding que concentrava as participações da Motiva nos aeroportos brasileiros e internacionais. Outros R$ 7,024 bilhões correspondem às dívidas dos ativos, segundo a companhia.
Em fato relevante, a Motiva confirmou que todas as condições previstas no acordo de compra e venda foram cumpridas e que a ASUR passou a controlar diretamente a CPC. O negócio havia sido anunciado ao mercado em novembro de 2025 com um valor inicial de R$ 5 bilhões pelas ações, posteriormente ajustado para R$ 5,187 bilhões no fechamento.
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A operação retira a Motiva do setor aeroportuário e faz parte da estratégia da companhia de simplificar o portfólio e direcionar sua capacidade de investimento para rodovias e trilhos.
A plataforma transferida à Asur reúne 20 operações aeroportuárias na América Latina, sendo 17 no Brasil e três em outros países da região. Entre os principais ativos estão os aeroportos de Curitiba, Belo Horizonte e Goiânia.
Os terminais movimentam aproximadamente 45 milhões de passageiros por ano, em mais de 200 rotas regulares. Nos 12 meses encerrados no terceiro trimestre de 2025, o negócio aeroportuário registrou receita líquida de R$ 2,96 bilhões e Ebitda de R$ 1,52 bilhão, com margem de 51%.
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Segundo a Motiva, o processo competitivo para a venda contou com a participação de mais de 20 grupos europeus, latino-americanos e asiáticos. A conclusão dependia de autorizações de órgãos de defesa da concorrência, credores e poderes concedentes de Brasil, Equador, Costa Rica e Curaçao.
Durante o período entre o anúncio e o fechamento, a companhia permaneceu responsável pela administração dos terminais e pela execução dos contratos existentes.
Os recursos obtidos com a venda serão direcionados à redução do endividamento da holding. A Motiva estima que a alavancagem consolidada, considerando também as controladas, cairia de 3,7 vezes para cerca de 3 vezes após a operação.
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“A conclusão desta transação é um passo estratégico para simplificarmos o nosso portfólio e ampliarmos a nossa capacidade de investimentos em rodovias e trilhos”, afirmou Miguel Setas, CEO da Motiva.
Segundo o executivo, esses são os segmentos nos quais a companhia pretende concentrar sua expansão. A estratégia integra a chamada Ambição 2035, plano voltado à seleção de negócios considerados mais rentáveis e relacionados às principais competências da empresa.
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A Motiva já havia encerrado a operação de barcas no Rio de Janeiro e repactuado o contrato da BR-163/MS, atualmente operada pela Motiva Pantanal. De acordo com a empresa, a margem Ebitda passou de 55,7% no fim de 2022 para 67,3% no primeiro semestre de 2026.
Com a conclusão do negócio, começa agora um período de transição entre Motiva e Asur para a transferência dos sistemas corporativos e administrativos relacionados aos aeroportos.
O Centro de Serviços Compartilhados da Motiva continuará temporariamente oferecendo suporte de backoffice à Asur em áreas como folha de pagamentos, suprimentos e tecnologia da informação, com o objetivo de evitar impactos na operação dos terminais.
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Os colaboradores vinculados à plataforma aeroportuária serão transferidos para a ASUR no dia seguinte ao fechamento da transação, segundo a Motiva.
A mudança também terá reflexo contábil. Os resultados do negócio de aeroportos, que estavam classificados como ativos e passivos mantidos para venda e operações descontinuadas, deixarão de ser consolidados no balanço da Motiva a partir do terceiro trimestre de 2026.
Com a saída dos aeroportos, a Motiva passa a concentrar suas atividades em rodovias e trilhos. A empresa mantém 18 ativos em oito estados brasileiros, incluindo 13 concessionárias rodoviárias e cinco operações de transporte sobre trilhos.
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