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Grupo Carrinho quer Brasil como parceiro estratégico para transformar África em celeiro agrícola global
Publicado 16/05/2026 • 13:05 | Atualizado há 6 minutos
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Publicado 16/05/2026 • 13:05 | Atualizado há 6 minutos
KEY POINTS
O empresário angolano Nelson Carrinho, CEO do Grupo Carrinho desde 2004, está no Brasil em busca de parcerias no agronegócio. À frente de um dos maiores conglomerados agroindustriais da África, com operação logística que movimenta mais de 1 milhão de toneladas de produtos por ano, o executivo defende que o Brasil assuma o papel de grande promotor do desenvolvimento agrícola no continente africano, com a Embrapa como protagonista dessa parceria.
Em entrevista exclusiva ao Times Brasil – Licenciado Exclusivo CNBC, Carrinho lançou um desafio direto ao governo brasileiro durante reuniões com o ministro da Agricultura, André de Paula, e a ex-ministra Kátia Abreu.
O Grupo Carrinho opera em toda a cadeia agroalimentar, da originação ao varejo. A empresa atua como promotora de fazendeiros e produtores familiares no modelo barter, industrializa a produção originada e distribui os produtos ao consumidor final.
“Nós conseguimos levar do campo à mesa do consumidor toda uma cadeia verticalmente integrada das nossas operações”, disse Carrinho.
🔍 Modelo barter é uma forma de financiamento rural em que o produtor recebe insumos como sementes, fertilizantes e defensivos agrícolas e paga a conta com parte da colheita, sem movimentação de dinheiro. É amplamente usado no agronegócio brasileiro e vem ganhando espaço em mercados emergentes da África.
O grupo opera uma grande trader com sede na Suíça que deve movimentar cerca de US$ 1 bilhão em volume de negócios neste ano, abastecendo 13 países, com foco na África. O plano é chegar a US$ 5 bilhões nos próximos cinco anos.
É a partir dessa estrutura que o Grupo Carrinho decidiu entrar na originação de commodities no Brasil, comprando diretamente dos produtores brasileiros para abastecer o mercado africano.
“O que nós queremos agora fazer é aprender aqui com o Brasil, mas para participar no dia a dia na vida dos produtores, onde nós podemos também, provavelmente no modelo barter, começar a fazer originação”, afirmou Carrinho.
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Para Carrinho, o Brasil ocupa uma posição estruturante no agronegócio mundial que dificilmente se alterará nas próximas décadas. E é justamente essa posição que, na visão dele, credencia o país a liderar o desenvolvimento agrícola da África subsaariana.
“Eu entendo que o Brasil hoje está em posição de ser o país mais relevante no futuro da África subsaariana. Mas isso só será possível se o Brasil aceitar o seu papel de grande promotor para criar o agronegócio no continente africano”, disse o executivo.
O desafio lançado nas reuniões com o governo brasileiro envolve a Embrapa. Carrinho propõe que a empresa pública de pesquisa agropecuária amplie sua atuação em Angola e em Moçambique, dois países lusófonos que, na sua avaliação, têm potencial para se tornar o celeiro do continente africano.
“A partir da nossa fundação, estamos dispostos a apoiar até financeiramente essa entrada da Embrapa em Angola para realmente poder criar o valor que as populações lá precisam”, afirmou.
Carrinho contesta a visão predominante de que a África precisa sobretudo de capital e investimento externo para se desenvolver. Para ele, o gargalo real é outro.
“Eu acredito que a África precisa de mais conhecimento. Nós estamos num nível em que o conhecimento é determinante, não o capital”, disse o executivo.
🔍 Embrapa é a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária, vinculada ao Ministério da Agricultura. Fundada em 1973, é referência mundial em pesquisa para agricultura tropical e foi determinante para transformar o cerrado brasileiro em uma das regiões mais produtivas do mundo. Sua expertise em climas quentes e solos ácidos é aplicável a regiões da África subsaariana com características semelhantes.
Na avaliação de Carrinho, Angola e Moçambique reúnem as condições ideais para sediar essa transferência de conhecimento, tanto pelo clima e solo quanto pelo idioma compartilhado com o Brasil.
“No agronegócio tropical não há paralelo mundial. É o Brasil e mais ninguém”, concluiu.
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